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G20/Paris

Mantega defende participação do setor público para recapitalizar bancos europeus

O ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, está em Paris para participar do G20.
O ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, está em Paris para participar do G20. Reuters

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu, nesta quarta-feira em Paris, a participação do setor público na capitalização dos bancos europeus para que a crise não se alastre e afete a economia mundial. Segundo ele, existe hoje um impasse sobre como aumentar o capital dos bancos, fragilizados pela crise da dívida soberana na zona do euro.

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Para o ministro brasileiro, caso o problema não seja resolvido rapidamente, a crise pode se aprofundar e culminar em uma crise financeira de ordem global, como a desencadeada nos Estados Unidos com a quebra do banco Lehman Brothers em setembro de 2008.

Mantega disse que os países europeus não se entendem sobre a melhor maneira de evitar o desmoronamento do setor bancário. “Ninguém tem dúvida da necessidade de recaptalizar os bancos europeus. A questao é saber como fazer essa recapitalização”, disse.

Segundo o ministro, existe hoje um jogo de “empurra-empurra”. Os governos querem que os bancos encontrem uma solução junto ao setor privado, enquanto os bancos querem ajuda do governo.

Guido Mantega, ministro brasileiro da Fazenda

Também há desacordos, segundo Mantega, sobre o reforço do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a maneira como o Fundo poderia intervir na crise da zona do euro. Segundo agências de notícias, Brasil, Índia e China seriam a favor de uma recapitalização do FMI para um novo plano de resgate da Grécia.

Guido Mantega chegou a Paris nesta quarta-feira para participar de reunião ministerial do G20, nesta sexta e sábado. As declarações do ministro foram feitas durante conversa com jornalistas no saguão do hotel onde está hospedado em Paris.

Ao falar sobre os emergentes, descartou que a crise na Europa tenha afetado as exportações brasileiras, mas manifestou preocupação com queda da demanda na China, o que poderia afetar o Brasil.

"Hoje China é o grande dinamizador da economia mundial. Ela responde pela maior parte do crescimento da economia mundial. Portanto, de fato, uma redução do crescimento da China, acaba afetando também os emergentes, que hoje estão relativamente preservados da crise europeia e Americana”, afirmou.

Guido Mantega também disse esperar que, com alguns ajustes, o crescimento do PIB brasileiro chegue a 5%, apesar do cenário de desaceleração da economia global

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