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Grécia/ UE

BCE parabeniza aprovação de cortes na Grécia e espera acordo com credores

O presidente do BCE, Mario Draghi, acha que a retomada econômica na zona do euro "será lenta, mas sólida".
O presidente do BCE, Mario Draghi, acha que a retomada econômica na zona do euro "será lenta, mas sólida". REUTERS/Lisi Niesner

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, parabenizou hoje a Grécia por ter aprovado novos cortes orçamentários, atendendo aos pedidos do FMI e da União Europeia. O ministro alemão das Finanças também valorizou o esforço, mas ressaltou que a aprovação do projeto, pelos parlamentares gregos, não significa que um acordo será firmado entre o país e seus credores para a liberação das próximas fatias do empréstimo do qual Atenas se beneficia.

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“O BCE parabeniza o voto de ontem”, declarou Draghi em uma coletiva de imprensa. “Foi um passo importante dado pelo governo grego e os cidadãos gregos, que representa um progresso real em relação a alguns meses atrás”, declarou, após reunir-se com o conselho de presidentes dos bancos centrais dos países europeus. No encontro, eles decidiram manter a taxa de juros no bloco a 0,75%.

Ainda a Comissão Européia demonstrou satisfação com a decisão dos parlamentares gregos, e insistiu para que, no domingo, a votação do orçamento do país, marcado pela austeridade, também resulte em aprovação. A lei adotada ontem prevê 18,1 bilhões de euros de economias até 2016, apesar de uma greve geral e de manifestações populares em todo o país contra a aprovação do texto.

Os cortes foram uma exigência dos credores do país, a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu, para que uma nova fatia da ajuda financeira de 31,2 bilhões de euros seja liberada, sem a qual Atenas não conseguiria honrar dívidas com vencimentos em 16 de novembro.

Entretanto, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, destacou que “não espera” que a Grécia consiga um acordo com seus credores “nas próximas semanas”. Interrogado por jornalistas sobre se o Banco Central Europeu estaria disposto a renunciar ao pagamento de obrigações gregas para ajudar o país, Draghi negou e disse que essa medida significaria “financiamento monetário” de um Estado, o que é proibido pelo estatuto da zona do euro. O presidente do BCE lembrou, entretanto, que os outros 16 países do bloco podem abdicar da cobrança de juros sobre os papéis da dívida grega.

O dirigente ainda afirmou que a retomada econômica na zona do euro “será lenta, progressiva, mas sólida” graças às variáveis fundamentas da economia do bloco. Na visão de Draghi, elas são “mais equilibradas” que as dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Japão.

Recorde de desemprego

A taxa de desemprego na Grécia subiu pelo 39º mês consecutivo e atingiu a marca recorde de 25,4% em agosto, mais que o dobro da média de 11,5% na zona do euro, disse o serviço de estatísticas da Grécia Elstat, nesta quinta-feira.

A taxa de desemprego mais que triplicou desde a queda da economia do país, iniciada em 2008. O desemprego agora atinge 58% da população entre 15 e 24 anos, ante 20% em agosto de 2008.
Em agosto, 1,27 milhão de gregos estavam desempregados em agosto, uma alta de 38% em relação ao mesmo mês do ano passado. Estima-se que economia grega tenha encolhido em 20% desde então.
 

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