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França/Brasil

Brasil tem a quarta indústria mais dinâmica no mundo, diz ministério francês

Fabrica da PSA-Peugeot, em Aulnay-sous-Bois, periferia de Paris.
Fabrica da PSA-Peugeot, em Aulnay-sous-Bois, periferia de Paris. REUTERS/Jacky Naegelen

Relatório mensal produzido pela DGCIS (Direção Geral da Competitividade, Indústria e Serviços) da França, órgão do Ministério da Economia, revela que o Brasil está em quarto lugar entre as indústrias mais dinâmicas do mundo. Em primeiro lugar, aparece a Índia. Já a França apresenta atividade industrial em declínio.

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O estudo avalia o estado da atividade industrial em diversos países. Segundo o índice PMI adotado no relatório, valores acima de 50 mostram uma atividade industrial em expansão, já níveis abaixo de 50 mostram a contração do segmento. O índice é usado mundialmente para medir o desempenho industrial.

No caso da Índia, que lidera o ranking, o índice é de 54,7 em dezembro do ano passado. Desde abril de 2009, aliás, esse indicador segue uma curva ascendente. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos com 54. Em terceiro, a Turquia, que apresenta um índice de 53,1, e o Brasil aparece na quarta colocação com 51,1. O documento faz a ressalva que esse é o terceiro mês consecutivo de alta no país.

Já a França enfrenta a estagnação. O estudo mostra uma "forte deterioração do setor ao longo do último ano e meio” nos principais indicadores como o clima entre os empresários, a produção, a novas encomendas e o emprego.

Um relatório da consultoria Trendeo também mostra a mesma tendência. Desde 2009, mais de mil fábricas fecharam na França. Nos últimos 3 anos, 120 mil postos de trabalho foram fechados. No ano passado, a greve acelerou o ritmo de fechamento das indústrias francesas e 266 unidades com mais de 10 empregados se viram obrigadas a fechar as portas.

Um dos setores mais atingidos é o automobilístico que perdeu 12 mil empregos no ano passado. A indústria farmacêutica e o segmento de móveis também sofrem as consequências da fraca demanda dos consumidores europeus. Até mesmo o setor agroalimentar atravessa dificuldades. A francesa Doux anunciou a falência no ano passado e as filiais francesas da Coca-Cola e da cerveja Kronenbourg anunciaram planos de reestruturação do país, aponta o relatório.

Euro forte

Para além da crise, a indústria francesa tem que enfrentar um novo vilão: o euro forte. Desde julho do ano passado, a moeda única europeia teve uma valorização de 10% frente ao dólar. O ministro da Reforma Produtiva, Arnaud Montebourg, declarou que o governo francês "está atento" a essa questão. O ministro da economia, Pierre Moscovici, também avalia que o euro está "valorizado demais".

Mesmo representantes do segmento do luxo, que até o momento pareciam imunes à crise, começam a se preocupar. O presidente do grupo LVMH, Bernard Arnault, declarou que "há uma guerra de moedas" e ela pode ter um forte impacto nas empresas exportadoras.
 

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