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OMC/Apec

Diretor-Geral da OMC pede que países da Apec apóiem acordo para comércio mundial

O brasileiro Roberto Azevêdo, durante entrevista coletiva na sede da OMC, em Genebra, em 9 de setembro de 2013.
O brasileiro Roberto Azevêdo, durante entrevista coletiva na sede da OMC, em Genebra, em 9 de setembro de 2013. Foto: Reuters

Um acordo sobre a liberalização do comércio mundial está “ao nosso alcance”, estimou neste sábado o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. O brasileiro participa de uma reunião em Bali para a Cúpula da Apec, o Fórum Econômico reunindo países da região Asia-Pacífico

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“Estamos fazendo progressos, mas não rapidamente o suficiente. É preciso sermos mais rápidos e é preciso que os ministros se impliquem”, declarou o diretor brasileiro que assumiu o cargo em 1° de setembro em substituição ao francês Pascal Lamy.

“Estou otimista. É possível e não tenho dúvidas de que vamos conseguir. Está a nosso alcance”, declarou Azevedo sobre o acordo para o comércio mundial à margem de uma reunião ministerial preparatória à Cúpula da Apec que será aberta na próxima segunda-feira, na capital indonésia.

O diretor-geral da OMC pediu para a Apec se “implicar” para que a Conferência ministerial da Organização, prevista em dezembro também em Bali, seja um sucesso.

"Nós precisamos mais do que nunca de apoio", acrescentou Azevêdo. Recentemente o diretor-geral da OMC enviou uma carta aos ministros do Comércio dos países membros da Organização para “destacar a necessidade do engajamento pessoal e ativo deles”.

O representante americano do Comércio, Michael Froman, disse também neste sábado, em Bali, estar “otimista” e ter visto sinais de esperança em relação à capacidade "de trabalhar em conjunto para resolver os problemas e realizar progressos na OMC".

Em uma declaração comum, os ministros dos 21 países da Apec, cuja reunião terminou neste sábado, antes da Cúpula dos líderes prevista para segunda-feira, reafirmaram o “compromisso deles” em relação à OMC e renovaram “sua determinação coletiva para atingir os resultados equilibrados e coroados de sucesso em Bali”.

A agenda da Conferência de Bali é considerada muito densa e especialistas consideram que muitos temas não terminarão em acordo. Os membros da OMC lançaram o documento fixando as regras para a liberalização do comércio mundial durante a chamada Rodada de Doha, em 2001.

O objetivo era de abrir os mercados e abolir barreiras comerciais como subsídios e taxas de importação consideradas abusivas. Mas em pouco tempo as discussões ficaram paralisadas devido a oposição de muitos países como Estados Unidos, Índia, China, Brasil além do bloco europeu.
 

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