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França/ economia

Siemens e Mitsubishi apresentam a Hollande proposta pela Alstom

Disputa pela Alstom já dura mais de um mês.
Disputa pela Alstom já dura mais de um mês. Reuters/Vincent Kessler

Decidida a não perder a batalha pela companhia Alstom, a dupla Siemens-Mitsubishi apresentou nesta terça-feira (17) ao presidente francês, François Hollande, uma proposta de compra, na tentativa de afastar a concorrente americana General Electric. Os diretores-presidentes da Siemens, Joe Kaeser, e da MHI, Shunichi Miyanaga, encontraram-se hoje com Hollande no palácio do Eliseu.

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“Achamos que o projeto apresentado à Alstom é superior aos outros”, resumiu Kaeser. “Nós construímos uma grande aliança industrial com a Mitsubishi, que vai oferecer à Alstom um novo futuro, em vez de consagrar o seu desmantelamento”, afirmou o presidente do conselho de supervisão do grupo alemão, Gerhard Cromme, na saída do encontro. Já o japonês Miyanaga comentou apenas que a dupla apresentou “uma oferta particularmente interessante”.

Antes de se reunir com o presidente francês, os dois dirigentes se encontraram com os sindicatos da Alstom. Ainda hoje, eles apresentam a proposta de compra para a Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Nacional.

Oferta bilionária

Ontem, a Siemens e a Mitsubishi Heavy Industries apresentaram uma proposta conjunta de € 14,2 bilhões, que incluiu € 7 bilhões em dinheiro, desafiando a oferta General Electric. Sob o acordo, a Siemens fez a oferta para comprar o negócio de turbinas a gás da Alstom por € 3,9 bilhões em dinheiro e a Mitsubishi para comprar participações em ativos de energia da Alstom, incluindo equipamentos de energia hidrelétrica e de rede, a serem realizadas em joint ventures separadas.

A Mitsubishi injetaria € 3,1 bilhões de euros em dinheiro na Alstom e assumiria uma participação de até 10% na empresa francesa da acionista Bouygues. A corrida para adquirir os negócios de energia da companhia francesa fabricante de trens e turbinas entrou em uma semana crucial, antes do prazo de 23 de junho estabelecido pela GE para uma decisão sobre a sua proposta, de € 12,4 bilhões por todo o setor de energia da Alstom.

O governo francês criticou a proposta da GE e se outorgou poderes para vetar um acordo com o argumento de que não quer que a Alstom, uma empresa inovadora, venda a maior parte de seus negócios para uma empresa estrangeira, sem uma consulta ao Estado. O governo também tentou negociar melhores ofertas e alianças para preservar a Alstom como competidora nos setores de transportes e energia, vendo ambas indústrias nacionais como vitais no momento em que o desemprego está estagnado acima de 10%.

A Alstom, mais conhecida no exterior por fazer trens de alta velocidade, emprega 18 mil pessoas na França, ou cerca de um quinto de sua força de trabalho. A empresa foi resgatada pelo Estado há uma década e, desde então, dependeu principalmente de encomendas públicas para equipamentos de energia e transporte ferroviário.
 

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