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Economia/ relatório

França permanece campeã de gastos sociais

França tem adotado medidas para tentar diminuir custos sociais, como a redução da licença-maternidade.
França tem adotado medidas para tentar diminuir custos sociais, como a redução da licença-maternidade. AFP PHOTO PHILIPPE HUGUEN

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (25) mostra que os gastos sociais permanecem em níveis historicamente altos na maioria dos países-membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Entre estes países, o governo francês é o que mais dedica orçamento para benefícios à população.

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Estes gastos devem consumir 31,9% do Produto Interno Bruto (PIB) francês, conforme a OCDE. O recorde histórico verificado pela organização, de 31,95%, foi batido pela França em 2013.

Logo atrás, vêm a Finlândia (31%) e a Bélgica (30,7%). A média dos gastos sociais públicos nas economias mais desenvolvidas do planeta é de 21,6% do PIB. Os setores que mais consomem recursos são a aposentadoria e a saúde.

A organização observa que a crise acentuou o volume do orçamento destinado às políticas sociais – por isso, os números devem permanecer 2,7 pontos de PIB acima do nível encontrado até 2007, antes da crise. As maiores altas ocorreram na Finlândia (+7,4 pontos), Espanha (+5,4) e Bélgica (+5,3). Somente a Hungria registrou uma redução dos gastos sociais, de 0,8 pontos, chegando a 22,1% do PIB.

A OCDE destaca que desde o auge da crise, em 2009, alguns países conseguiram diminuir essa fatia do orçamento, em relação ao pico de despesas. Foi o caso da Alemanha, Grécia, Irlanda, Estônia, Canadá e Reino Unido.

A organização ressalta que o relatório se refere apenas aos gastos públicos com políticas sociais. Se englobados os privados, os Estados Unidos pulariam da 24ª posição na lista para a segunda, atrás da França.
 

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