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França/ economia

Lojas da Galerias Lafayette correm risco de fechar na França

Desde que abriu, a loja de Lille só deu prejuízos.
Desde que abriu, a loja de Lille só deu prejuízos. .lilletourism.com

Três lojas das famosas Galerias Lafayette, um dos estabelecimentos comerciais mais conhecidos da França, podem ser obrigadas a iniciar demissões e correm o risco de fechar as portas. O futuro das filiais de Lille (norte), Beziers (sudoeste) e Thiais (periferia de Paris), vai começar a ser definido nesta terça-feira (31).

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Uma reunião extraordinária do Comitê Central da Empresa vai debater a situação das lojas de departamentos instaladas fora da capital francesa, onde a célebre matriz do Bouvelard Haussmann lota diariamente e atrai turistas do mundo inteiro. As filiais no interior não desfrutam do mesmo sucesso.

As três lojas ameaçadas têm quase 350 funcionários, além dos vendedores contratados pelas marcas presentes nos estabelecimentos. Em um comunicado, a federação do sindicato CFDT diz temer que o número de empregados sofra uma redução drástica nas próximas semanas, enquanto o grupo “não perde uma oportunidade de comemorar o crescimento graças à abertura de lojas no exterior”. O sindicato FO afirma que o risco de “reestruturação e fechamentos” é real. Os funcionários dizem estar apreensivos com os planos da direção do grupo, que ainda não foram divulgados.

Procurada pela imprensa francesa, as Galerias Lafayette não quiseram comentar o assunto. No total, a companhia tem 65 lojas na França. No ano passado, o presidente Philippe Houzé, anunciou a abertura de uma filial na avenida Champs-Elysées, na capital francesa.

Despesas elevadas com aluguel

Em janeiro, em uma entrevista ao jornal Les Echos, Houzé afirmou que várias lojas “são deficitárias, principalmente nas pequenas cidades”. O maior problema são as vendas insuficientes para pagar o aluguel caro dos imóveis onde a Lafayette está instalada, explicou.

A filial de Lille, aberta em 2007, até agora só deu prejuízos. A de Thiais, inaugurada em 2005, registra um déficit de € 3 milhões por ano, segundo os sindicatos, que acusam a direção de não promover uma estratégia para aumentar a frequentação de clientes nos estabelecimentos deficitários.

O jornal Le Parisien lembra que a Lafayette será beneficiada pela recente Lei Macron, que prevê a autorização do comércio aos domingos às lojas instaladas em centros comerciais. Graças a essa mudança, o grupo prevê um aumento de 5 a 7% das receitas e a abertura de 1.000 postos de trabalho – a maioria nas lojas mais turísticas, como as de Paris e Nice, no sul do país. A loja do Bouvelard Haussmann recebe 37 milhões de clientes por ano.
 

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