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Boicote/Euro 2012

Governo francês boicota Ucrânia na Euro 2012

Jogadores da seleção francesa comemoram o segundo gol na vitória sobre a Sérvia, por 2 a 0
Jogadores da seleção francesa comemoram o segundo gol na vitória sobre a Sérvia, por 2 a 0 REUTERS/Charles Platiau

A seleção francesa completou ontem uma série de 20 jogos sem derrota, ao bater a Sérvia por 2 a 0, com gols de Ribéry e Malouda. A apresentação animou a torcida a menos de duas semanas da estreia na Euro 2012, contra a Inglaterra. Mas, por mais que faça bonito, a seleção não terá apoio total na competição, que acontece entre 8 de junho e 1° de julho, na Polônia e na Ucrânia.

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Ontem, a ministra da Juventude e dos Esportes, Valérie Fourneyron, anunciou que nenhum membro do governo francês acompanhará as partidas, em protesto pela detenção da antiga primeira ministra ucraniana Iulia Timochenko. Em outubro do ano passado, a opositora foi condenada a sete anos de prisão por abuso de poder. E agora, enfrenta acusação pela morte do deputado Evguen Chtcherban, assassinato a tiros no aeroporto de Donetsk, em 1996.

Ela está hospitalizada, por conta de uma hérnia de disco, mas a promotoria tem certeza de que ela será condenada assim que receber a alta. "Temos provas que confirmam a implicação direta de Ioulia Timochenko na morte do deputado. Só não podemos acusá-la porque ela está doente. Assim que estiver curada, ela será considerada culpada", disse uma fonte do judiciário ouvida pelo jornal ucraniano Kommersant.

A posição foi confirmada hoje pelo primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. "O presidente da República (François Hollande) exigiu que não haja nenhum representante do governo porque a Ucrânia não respeita sequer o mínimo dos princípios democráticos", ele declarou. E ressaltou que o boicote se restringe ao plano político e não deve ser relacionado ao esporte. O presidente da Federação Francesa de Futebol fez coro com o ministro e garantiu que estará "ao lado dos jogadores e do elenco". "No plano político será o governo que decidirá. Cabe aos políticos assumir suas responsabilidades".

O boicote tem apoio de outros líderes europeus, como a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente do bloco, Herman von Rompuy.

 

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