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COI/Buenos Aires

Depois do Rio, Tóquio vai sediar Jogos Olímpicos de 2020

O presidente do COI, Jacques Rogge, exibe o nome da cidade vencedora, Tóquio.
O presidente do COI, Jacques Rogge, exibe o nome da cidade vencedora, Tóquio. REUTERS/Fabrice Coffrini

Apito final para o jogo de influências, promessas, interesses e lobby. Tóquio foi vitoriosa para suceder o Rio de Janeiro como a sede dos Jogos Olímpicos de 2020. As derrotadas são Madri e Istambul. A decisão foi anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), neste sábado, em Buenos Aires.

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Marcio Resende, correspondente em Buenos Aires

Os membros do Comitê Olímpico Internacional apostaram pela previsibilidade japonesa. A estabilidade política e econômica da terceira maior economia do mundo, sem protestos pelas ruas, pesou mais do que a incerteza de radioatividade gerada pelo desastre nuclear de Fukushima ou da ameaça de novos terremotos. A 220 Km de Fukushima, Tóquio será a cidade que vai suceder o Rio de Janeiro como a sede dos Jogos Olímpicos de 2020. Os japoneses contam com uma infraestrutura moderna e completa, além de com rigor em organização. Todo um sinal comparativo em tempos de atrasos nas obras para os Jogos no Rio de Janeiro em 2016.

Não pesou nem o fuso horário de Tóquio para e Europa e para as América como um componente negativo para as transmissões de TV. É a segunda vez que Tóquio ganha a disputa para sediar os Jogos Olímpicos. A primeira foi em 1964. Sempre que se candidatou, ganhou.

As derrotadas

A candidatura de Madri foi a grande decepção. Depois de um inesperado empate com Istambul, a capital espanhola foi eliminada. É a terceira derrota consecutiva de Madri. E a quarta na história (antes, 1972, 2012 e 2016). O fato de Madri ter 80% da infraestrutura pronta para sediar os Jogos Olímpicos e de requerer de apenas 1,9 bilhão de dólares em investimentos pesou menos do que a crise econômica e os conflitos sociais espanhóis.

Já Istambul era uma abertura olímpica ao mundo muçulmano. Tinha o atraente de ser um elo entre dois continentes, a Europa e a Ásia, como o símbolo dos cinco círculos olímpicos, mas convive com os temores de violência. Tanto com os recentes e violentos protestos populares contra o governo turco quanto pela proximidade com a Síria em tempos de uma guerra civil bem ali ao lado.

Desde 2005, a economia turca é a que mais cresce na Europa e a terceira em crescimento no mundo, mas o desafio de Istambul era parecido com o do Rio de Janeiro: teria de construir uma nova infraestrutura com investimentos previstos de cerca de 20 bilhões de dólares. Pode ter sido um sinal de que o Comitê Olímpico Internacional não quer correr outro risco com a experiência dos atrasos nas obras no Rio de Janeiro.

Esta foi a quinta vez que Istambul disputou e perdeu. De forma consecutiva de 2000 a 2012, e agora.

Teste para Buenos Aires

Esta sessão anual do COI aqui em Buenos Aires é considerada histórica. Neste domingo, define-se qual modalidade esportiva entra nos Jogos Olímpicos de 2020 e qual sai. Na terça-feira, será anunciado o novo presidente do COI depois de 12 anos de presidência do belga Jacques Rogge.

Buenos Aires está blindada. Os especialistas dizem que a quantidade de seguranças e de personalidades equivale a duas reuniões de cúpula ao mesmo tempo. São 15 comitivas de realeza, quatro chefes de Estado ou de governo e atletas famosos. Dois mil agentes de segurança estão mobilizados para cuidar de 7 mil pessoas, entre as quais 3 mil jornalistas.

Buenos Aires está fazendo o seu próprio negócio e está sob teste também: cerca de 1,5 bilhão de telespectadores em todo o mundo assistiram à escolha da sede dos Jogos de 2020, e a capital argentina será a sede dos Jogos Olímpicos da Juventude daqui a cinco anos.

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