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Rússia/Olimpíadas

ONGs denunciam exploração de empregados nas obras dos jogos de inverno na Rússia

Centenas de trabalhadores que estavam contruindo a vila olímpica para os jogos de inverno de Sochi foram expulsos.
Centenas de trabalhadores que estavam contruindo a vila olímpica para os jogos de inverno de Sochi foram expulsos. REUTERS/Kai Pfaffenbach

A cidade russa de Sochi, sede dos próximos Jogos Olímpicos de inverno de 2014, está sendo acusada pelas organizações de defesa do direitos humanos de exploração dos operários que trabalham na construção das estruturas para o evento. Más condições de vida nos canteiros de obras, corrupção e expulsões forçadas fazem parte das denúncias feitas pelas ONGs.

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Depois do Catar, alvo de várias denúncias de práticas escravagistas durante as obras para a Copa do Mundo de 2022, agora é a vez da cidade russa de Sochi ser acusada de exploração dos operários que trabalham nos preparativos dos Jogos Olímpicos de inverno, que serão realizados entre 7 e 23 de fevereiro de 2014. Segundo a organizações como Human Rights Watch e Anistia International, vários casos de abuso estão sendo cometidos no país.

Além da baixa remuneração registrada com freqüência, muitos operários tiveram seus passaportes confiscados, trabalham sem as condições mínimas de segurança e alguns foram explorados durante meses sem receber nenhum salário. As ONGs também denunciaram o caso de centenas de trabalhadores que foram presos e expulsos do país pois estavam com visto de permanência expirado.

A Anistia internacional já havia lançado uma grande campanha para denunciar os casos de exploração dos trabalhadores imigrantes, grande parte deles vindos dos países vizinhos, da extinta União Soviética. Uma operação de sensibilização foi feita em 6 de outubro, quando a tocha olímpica chegou em Moscou, mas a passeata, que deveria ser realizada no centro da capital, foi proibida pelas autoridades locais.

Os Jogos Olímpicos de inverno de Sochi são uma oportunidade para tornar conhecida a cidade balneária preferida do presidente russo Vladimir Putin, que conseguiu impor a candidatura da localidade, apesar de seu clima subtropical. Estimado em 36 bilhões de euros, o evento deve ficar marcado como os mais caros da história olímpica. Os chineses gastaram em 2008 cerca de 26 bilhões em infra-estrutura, enquanto os britânicos conseguiram montar seus jogos com 11,5 bilhões de euros. No entanto, apesar de todo esse investimento, os escândalos atuais podem colocar em risco a imagem da manifestação esportiva russa antes mesmo da largada nas primeiras pistas de esqui. 

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