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Brasil/Copa do Mundo

Platini pede que brasileiros façam uma trégua nos protestos durante a Copa do Mundo

O presidente da UEFA, o francês Michel Platini, pediu para que os brasileiros parem as manifestações durante a Copa do Mundo.
O presidente da UEFA, o francês Michel Platini, pediu para que os brasileiros parem as manifestações durante a Copa do Mundo. REUTERS/Jacky Naegelen

O presidente da UEFA, Michel Platini, pede aos brasileiros para fazerem um esforço e não protestar durante a Copa do Mundo no Brasil. O ex-craque francês, que é candidato à presidência da FIFA, fez o pedido em vídeo postado na internet nesta segunda-feira (28). O jornal Le Monde critica a declaração do presidente da UEFA, dizendo que mais uma vez se usa o “futebol como o ópio do povo”.

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Temendo que as manifestações sociais estraguem a festa mundial do futebol, Michel Platini pediu no vídeo uma trégua nos protestos durante um mês.

Veja o vídeo (em francês):

 

"Os brasileiros têm que entender que eles vão receber turistas do mundo inteiro, que eles organizam a competição e que devem mostrar a beleza e a paixão do país pelo futebol”, disse o presidente da UEFA e candidato à presidência da FIFA. Platini também declarou que ir ao Brasil para os torcedores “é como ir à Meca para os muçulmanos, a Roma para os cristãos e a Jerusalém para os judeus”.

Declaração politicamente incorreta

O jornalista Jérôme Letta, editor de esporte do jornal Le Monde, criticou duramente em seu blogue as declarações de Platini, que o deixaram “perplexo”. O título do artigo sugere que o francês "recomenda aos brasileiros a aumentar a dose de ópio". “Mistura de inconsciência, de condescendência e de cinismo em proporções difíceis de determinar, o pedido traduz a irritação de um cacique diante de um povo ingrato”, critica.

O jornalista diz que Platini não entende o que falta para o brasileiro se acalmar e ficar em sintonia com o clichê que o mundo todo tem dele, ou pelo menos esperar a caravana passar para exprimir suas reivindicações. Jerome Letta escreve que as palavras do presidente da UEFA mostram, mais uma vez, a “indiferença dos governantes do futebol pela realidade de populações locais e a vontade dos cartolas em não ouvir a obscenidade que representam os gastos exorbitantes para a realização do evento esportivo em países onde a pobreza e as desigualdades destroem o tecido social.”
 

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