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Brasil/Copa

Torcedores de Brasil e Alemanha chegam ao Mineirão confiantes em vaga na final

Torcedores brasileiros e alemão fazem festa antes da partida Brasil e Alemanha, no Mineirão, pelas semifinais da Copa.
Torcedores brasileiros e alemão fazem festa antes da partida Brasil e Alemanha, no Mineirão, pelas semifinais da Copa. Elcio Ramalho/RFI

Os arredores do estádio Mineirão começaram a receber desde o início da manhã de hoje (8) um grande fluxo de torcedores brasileiros, mas também de alemães que se deslocaram a Belo Horizonte para assistir a semifinal. Exibindo orgulhosamente fantasias tradicionais ou criativas, eles empataram no quesito confiança na vitória.

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Elcio Ramalho, enviado especial a Belo Horizonte

Os amigos Mark e Holger, de 29 e 26 anos, estão há um mês no Brasil seguindo a seleção alemã e chegaram na manhã desta terça-feira à capital mineira desfilando com suas camisas e uma bandeira da Alemanha. "A atmosfera é incrível", disse Mark em referência ao clima que encontrou aqui. "As pessoas são muito gentis, e está sendo demais!", reforçou Holger, acrescentando ter aprendido palavras simples para se comunicar como “obrigado, bom dia e tudo bem”.

Os torcedores alemães Mark e Holger chegam ao Mineirão para assistir a Brasil x Alemanha.
Os torcedores alemães Mark e Holger chegam ao Mineirão para assistir a Brasil x Alemanha. Elcio Ramalho/RFI

Os dois amigos, que vieram da região de Bremen, no norte da Alemanha, esperam celebrar uma vitória contra a Seleção brasileira com um gol de Klose - artilheiro do país em Copas com 15 gols -, empatado com o brasileiro Ronaldo. "Queremos que ele supere o número de gols em Mundiais aqui, onde Ronaldo começou sua carreira", disse Holger, apontando o estádio Mineirão onde o "Fenômeno" jogou pelo Cruzeiro.

Seu compatriota Alex, analista de sistemas em Hamburgo, veio a Belo Horizonte depois de ter visto partidas da Alemanha em Recife e Porto Alegre. Ele chamou a atenção e posou para muitas fotos por estar fantasiado como uma imensa bola - o que para ele é sinônimo de superstição. "Sempre que a Alemanha se classifica para semifinais ou finais de competições, me visto assim e traz sorte", explica. Com as cores preta, vermelha e amarela pintadas no rosto, ele mostra otimismo com a seleção de Joachim Löw.

O torcedor alemão Alex chamou a atenção por estar fantasiado como uma imensa bola.
O torcedor alemão Alex chamou a atenção por estar fantasiado como uma imensa bola. Elcio Ramalho/RFI

"Acho que vai ser um jogo muito difícil, mas estou confiante. Esta é a melhor seleção que já tivemos", acredita. "Apesar de não ter Neymar, o Brasil ainda é o favorito, mas vamos ganhar de 3 a 2", previu.

Um pequena banda improvisada de música tradicional alemã tentou entoar gritos de guerra, mas foi logo abafada pela imensa torcida verde amarela que se dirigia aos acessos do estádios. Não faltaram gritos de "O Brasil vai ser campeão!" e de apoio a Neymar. Fora da Copa por lesão, ele foi homenageado com máscaras trazidas por alguns torcedores.

Torcida indígena e do cangaço

No meio da multidão, um grupo de seis amigos de São Paulo se destacou pela fantasia de índios, com cocares das cores verde amarela. "Viemos trazer a força indígena", explicou o administrador de empresas Renato. Ele e os amigos viajaram 8 horas de ônibus da capital paulista a Belo Horizonte e vão fazer o trajeto de volta ainda esta noite. "Vale a pena", disse sem hesitar o engenheiro Daniel, que ficou de plantão na frente do computador e conseguiu comprar os ingressos para o grupo às 5 horas da manhã. O preço pago foi de R$ 1.330 por cada ingresso da categoria 1. "Quando fui buscar no local de distribuição, me ofereceram R$ 5 mil", conta.

O torcedor alagoano Abides de Oliveira chegou ao Mineirão com muita confiança no Brasil.
O torcedor alagoano Abides de Oliveira chegou ao Mineirão com muita confiança no Brasil. Elcio Ramalho/RFI

Outro torcedor que se deslocou para a capital mineira e conseguiu ingresso pelo site da Fifa foi o alagoano Abides de Oliveira. Ele se distinguia pelo chapéu de cangaceiro e exibia uma confiança na Seleção brasileira. O jornalista viu o jogo da Alemanha e Estados Unidos em Recife e acha que o Brasil tem chances de ir à final. "Os alemães não são imbatíveis. Tecnicamente podem ser melhores, mas não é um grande time", opinou.

Não longe do cangaceiro alagoano, um dupla verde amarela formada por uma índia e um faraó preparava um batucada. Wallace Leite é de Goiânia e percorre o Brasil e o mundo inteiro atrás da Seleção. Na sua oitava Copa, ele não pode entrar no estádio com seu instrumento, mas o deixa no bar mais próximo quando a partida vai começar.

Conhecido por animar a torcida nas entradas dos estádios ele explicou a escolha de sua fantasia. "Estou representando todas as culturas do mundo. Os egipcíos não vieram para a Copa, mas estou trazendo a cultura deles. Vim inspirado pelo lema da Copa: Somos um só”, explicou.

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