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Futebol/ Copa do Mundo

Clima de apatia marca chegada de torcedores para ver Brasil e Holanda

Élcio Ramalho

Sem batucada e os tradicionais gritos de guerra que ilustravam a chegada festiva da torcida brasileira aos estádios, desta vez um clima de apatia marcou a entrada do público no Mané Garrincha, palco da disputa do terceiro lugar da Copa neste sábado (12). A maioria está vestida com a camisa amarela da seleção, mas a alegria não estava estampada no rosto dos que vieram dar uma força à seleção nesta despedida do Mundial.

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Enviado especial da RFI a Brasília

Apesar da pouca empolgação, muitos torcedores viajaram de longe para ver a seleção brasileira e cultivam a esperança de ainda ver um futebol bonito dentro de campo. O estudante Pedro Oliva Solera e a relações públicas Marina Prata Pereira vieram de São Paulo à Brasília só para ver a disputa e fizeram questão de dar um apoio para a seleção.

“É muito bacana o clima da Copa, torcer para o Brasil, seja em amistoso ou qualquer jogo. O importante é torcer, disse Solera. “Se o Brasil ganhar, vai demonstrar que tinha mesmo uma equipe forte, unida e que consegue superar desafios. Se perder, significa que ainda temos muito que aprender no futebol”, comentou.

Marina avalia que uma vitória do Brasil poderia apresentar uma imagem distorcida da equipe. “Pode mostrar que só jogou mal contra a Alemanha e que poderia ter vencido. Mas se perder, vai frustrar ainda mais a torcida, que ainda tem esperança de ver o país jogar um bom futebol”, avalia.

“Nós temos que jogar hoje para tirar essa má imagem que ficou do último jogo. A esperança é de que a seleção faça uma boa apresentação para que a gente volte para casa ao menos com um pouquinho de alegria”, disse o engenheiro Wellington Correia, que veio de Goiânia.

Élcio Ramalho/ RFI

A caminhada silenciosa até o estádio só era interrompida por cenas engraçadas como a de um sósia do presidente Barack Obama, que fez sucesso ao levar uma faixa presidencial de torcida para o Brasil e tirou inúmera fotos com brasileiros e turistas.

Élcio Ramalho/ RFI

Muitos estrangeiros também aproveitaram para realizar o sonho de ver uma partida do Brasil na Copa. O indiano Rohan Patil, fã de futebol, viajou de Bombaim para passar 15 dias na Copa. Depois de conseguir um ingresso para este jogo em Brasília, viajou 16 horas de carro de Foz do Iguaçú, no Paraná. “Vou realizar um sonho ao ver o Brasil jogar uma Copa do Mundo”, disse, tão empolgado que resolver pintar metade do rosto com a bandeira do Brasil. “Não importa que seja pelo terceiro lugar. Estou gostando de tudo”, revelou.

Indiano Rohan Patil dirigiu 16 horas de Foz do Iguaçu até Brasília, só para ver o Brasil.
Indiano Rohan Patil dirigiu 16 horas de Foz do Iguaçu até Brasília, só para ver o Brasil. Élcio Ramalho/ RFI

Entre as poucas camisetas laranja da Holanda, estava a do paulista Carlos Henrique Christofoletti. Esta é a sexta partida da Copa que ele assiste e lamentou que o primeiro jogo da seleção brasileira que ele vai acompanhar seja o da disputa pelo terceiro lugar. Ele exibe a camiseta holandesa apenas por achar mais bonita e porque a do Brasil é “feia e muito batida”. Christofoletti torce para a seleção sair de cabeça erguida da Copa. “A vitória não vai fazer ninguém esquecer da derrota de 7 a 1 para a Alemanha. Mas é uma obrigação dos jogadores com a torcida brasileira”, disse.
 

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