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Fifa/Copa do Mundo

Fifa confirma Copas de 2018 e 2022 na Rússia e no Catar

A Fifa confirma que vai manter os Mundiais de 2018 e 2022 na Rússia e no Catar, respetivamente. Na foto logotipo oficial da Copa 2018 na Rússia.
A Fifa confirma que vai manter os Mundiais de 2018 e 2022 na Rússia e no Catar, respetivamente. Na foto logotipo oficial da Copa 2018 na Rússia. REUTERS/Maxim Shemetov

A Fifa confirmou na manhã desta quinta-feira (13) a realização das Copas de 2018 na Rússia e a de 2022 no Catar. A decisão foi tomada a partir das conclusões do chamado "Informe Garcia" com o resultado de dois anos de investigação do ex-procurador de Nova York sobre as denúncias de corrupção que cercaram as candidaturas dos dois países. Michael Garcia denuniou na tarde desta quinta-feira que a Fifa fez uma apresentação "equivocada e incompleta" de seu relatório para tomar a decisão.

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A decisão de manter a organização das Copas do Mundo na Rússia e no Catar foi tomada pela Câmara de Julgamento da Comissão de Ética da Fifa, dirigida por Hans Joachim Eckert. O parecer, feito após a leitura do "relatório Garcia", indica que os "aspectos duvidosos" apontados não comprometem integralmente a organização das competições. Hans Joachim Eckert afirmou que esses problemas não representam um empecilho para a atribuição da competição aos dois países.

Denúncias contra a Copa no Catar

Desde a indicação do Catar para sediar o Mundial de 2022, a Fifa e a comissão organizadora da competição no país foram várias vezes acusadas de corrupção. O Emirado, que rejeita as acusações, também é criticado pelas péssimas condições de trabalho dos milhares de imigrantes empregados na construção dos estádios e das instalações para a Copa do Mundo.

O parecer publicado hoje pela Fifa aponta “alguns indícios problemáticos no comportamento de algumas pessoas” que poderiam ferir a ética da Federação. Mas esses elementos não são suficientes para “comprometer o processo de seleção do país organizador”.

Copa do Mundo na Rússia

Sobre o Mundial de 2018, a Comissão de Ética conclui que nenhum comportamento repreensível na atribuição da competição à Rússia foi descoberto. No entanto, a investigação feita pela Fifa ressalta que não teve acesso a todos os documentos existentes sobre a candidatura russa para fazer o parecer.

O comitê russo disse que alguns documentos foram estocados em computadores alugados, devolvidos em seguida a seu proprietário que “os destruíram”. Apesar disso, a Comissão de Ética deu por encerrada a investigação sobre o procedimento de candidatura da Copa do Mundo de 2018.

Apresentação incompleta e equivocada

O responsável pela investigação sobre as suspeitas de corrupção na atribuição das Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar, Michael Garcia, denunciou esta tarde uma apresentação "incompleta e equivacada" de seu relatório pela Comissão de Ética. Ele anunciou sua intençao de entrar com recurso no Comitê de Apelações da Fifa. O relatório elaborado por Michael Garcia, e entregue à Câmara de Julgamento da Comissão de Ética em 24 de setembro, nunca foi publicado. Apesar do pedido feito por Garcia e vários representantes do futebol internacional, o presidente da Fifa negou a publicação em nome do direito à proteção das tetemunhas nessa investigação.

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