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Futebol/Copa

Fifa deverá decidir datas no final do ano para a Copa de 2022 no Catar

Joseph Blatter, presidente da Fifa.
Joseph Blatter, presidente da Fifa. REUTERS/Arnd Wiegmann/Files

Segundo as recomendações formuladas por um grupo de trabalho da Fifa, o torneio poderá começar em 26 de novembro e terminar no dia 23 de dezembro. A informação foi revelada à agência AFP por uma fonte que acompanha as discussões. Se o comitê executivo concordar com a proposta, a Copa de 2022 terá quatro dias a menos do que o Mundial disputado no Brasil.

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A mudança no calendário está relacionada com o forte calor que faz no país durante o período de verão, no meio do ano, quando as temperaturas podem chegar a 50 graus, o que prejudicaria a saúde dos jogadores e até dos torcedores.

A escolha das datas pelo grupo de trabalho visa evitar a concorrência com os Jogos Olímpicos de Inverno e atrapalhar o mínimo possível os campeonatos nacionais europeus e as competições europeias, como a Liga dos Campeões e a Liga Europa.

Reações indignadas dos europeus

A mudança do calendário já provoca a ira de muitos dirigentes de clubes europeus. A Federação Inglesa de Futebol foi a primeira a manifestar seu descontentamento já que organiza no período do Natal o tradicional "Boxing Day". O diretor executivo da Premier League, Richard Scudamore, reclamou que é "necessário preservar intacto o programa de festas" no país.

Na Alemanha, o diretor do Mönchengladbach, Max Ebrl, estima que a eventual mudança "terá um impacto de dois a três anos no calendário futebolístico do país". Mesmo tom de críticas na Espanha onde a Liga do país garante que o calendário modificado iria "perturbar o funcionamento normal das competições europeias e irá provocar danos graves".

As Ligas europeias estão conscientes de que a Copa será um esporte que vai acontecer durante o período de inverno na Europa e por isso já ameaçam pedir indenizações financeiras. O pedido, pelo menos até o momento, é recusado. Em fevereiro, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que não haverá compensação financeira porque as federações terão sete anos para se organizar.

Para o presidente do clube francês Lyon, Jean-Michel Aulas, o tema ainda pode mudar. Ele lembrou que muitos clubes já foram compensados pela Uefa durante as competições. "Nós estamos no início das discussões. Não esqueçamos que a Fifa entra em um período eleitoral. Vamos ver depois de passadas as eleições", disse Aulas, referindo-se às eleições para a presidência da Fifa.

A votação está programada para o dia 29 de maio, em Zurique. O atual presidente, Joseph Blatter, é candidato à reeleição e é considerado o favorito para vencer o pleito e se manter no cargo.

 

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