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Tênis/França

Com confiança em alta, Bellucci vence na estreia em Roland Garros e já pensa em Nishikori

O brasileiro, Thomaz Bellucci.
O brasileiro, Thomaz Bellucci. Foto: Elcio Ramalho

Em seu primeiro jogo depois da volta ao Top 40, o tenista brasileiro Thomaz Bellucci não teve dificuldades em sua estreia em Roland Garros e precisou de apenas 1h30 para passar pelo australiano Marinko Matosevic, com uma vitória tranquila de 3 sets a 0 (parciais de 6/1, 6/2 e 6/4). Na próxima rodada Bellucci vai enfrentar um dos nomes fortes do torneio, o japonês Kei Nishikori, que ele considera um "jogador completo".

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A estreia tranquila em Roland Garros, sem sustos, é sintoma de um nível de confiança elevado depois da conquista no sábado (23) do torneio de Genebra, seu quarto título importante no circuito do tênis. Os resultados na Suíça fizeram o tenista saltar 20 posições e assumir o 40 ° lugar do ranking da ATP.

"Teve um efeito psicológico, com certeza. A confiança é importante no jogo de tênis. Fiz uma ótima semana, consegui manter um nível de jogo muito bom durante todos os jogos e dei poucas chances para os meus adversários. Cheguei com a confiança lá em cima. Um título sempre é muito especial. Fazia tempo que eu não ganhava um torneio", disse na entrevista à Rádio França Internacional depois da vitória contra Matosevic.

Com o apoio de uma numerosa e discreta torcida, que chegou a mostrar uma bandeira do Brasil nas arquibancadas, Thomaz Bellucci se sentiu à vontade na quadra desde o início da partida. O paulista quebrou os dois primeiros serviços do australiano e administrou tranquilamente o placar até fechar em 6/1.

A mesma regularidade foi vista no set seguinte. Com o jogo encaixado e os erros repetidos do adversário, Bellucci cedeu um game a mais do que no 1° set, mas sem comprometer a sua vantagem. Ele finalizou com 6/2. Em menos de uma hora, já tinha o caminho da vitória bem consolidado.

Thomaz Bellucci venceu em sua estreia em Roland Garros.
Thomaz Bellucci venceu em sua estreia em Roland Garros. Foto: Elcio Ramalho

No terceiro set, o brasileiro foi surpreendido com um esboço de reação de Matosevic quando já tinha vantagem de 4/2. O australiano empatou e teve chances de virar o placar, mas Bellucci cortou logo o embalo de um jogador que ele considera "kamikaze". Retomou o controle e decretou o fim da partida com 6/4. A vitória fácil permitiu poupá-lo fisicamente para a próxima rodada.

"Eu não tive muito ritmo de jogo. Ele é um jogador ‘kamikaze’, quer dizer, que não gosta de jogar muitas bolas por pontos, que não arrisca demais e pode ganhar de qualquer um. Mas ele cometeu muitos erros, nem me deixou jogar muito. Eu consegui impor meu jogo em certos momentos com muita consistência e regularidade. Mas foi bom, porque não foi um jogo bem desgastante, então fisicamente, vou chegar bem para o próximo jogo", disse.

Carinho dos fãs e confiança para encarar o japonês

Muito satisfeito com seu desempenho, Bellucci foi carinhoso com seus fãs na saída de quadra. Foi atencioso com os inúmeros pedidos de autógrafos em bonés e bolas, e parou várias vezes para pousar para os selfies. "É sempre gostoso ter pessoas torcendo para você. Acho que meu título (em Genebra) tenha motivado mais pessoas a virem me ver, assistirem o torneio e seguirem mais o tênis", avalia.

Bellucci já entrou em quadra sabendo que a vitória o colocaria de frente para o japonês Kei Nishikori, vencedor do duelo no domingo, do francês Paul-Henri Mathieu por 3 sets a 0. O brasileiro e o o cabeça de chave número 5 do torneio já se enfrentaram uma vez, pelo Challenger de Bogotá, em 2007. Bellucci venceu por 2 a 1, mas a lembrança vitoriosa não traz nenhuma vantagem. "Tenho lembrança desse jogo. Era outro momento. Ele deveria ter um 16, 17 anos, e eu uns 19. A gente estava apenas começando a carreira", recorda.

Thomaz Bellucci, deixa a quadra depois de vencer o australiano Marinko Matosevic. 25/05/15
Thomaz Bellucci, deixa a quadra depois de vencer o australiano Marinko Matosevic. 25/05/15 Foto: Elcio Ramalho

Bellucci admite que atualmente, seu adversário tem uma situação mais confortável, mas ele acredita nas suas chances. "Ele é o favorito, está entre os cinco melhores do mundo e vem jogando bem. Mesmo no saibro, ele vem demonstrando que tem um grande nível, vem obtendo grandes resultados. Ele é um jogador completo, mostrou que joga bem em todos os pisos. Mas nesse piso, no saibro, onde me sinto mais confortável, é onde tenho mais chances e sou mais perigoso”, acredita.

"Tenho que usar tudo o que eu consigo nesse tipo de quadra para aproveitar essa confiança que eu ganhei na semana passada, para eu conseguir demonstrar no próximo jogo contra ele. As condições em que vou enfrentá-lo agora são as melhores possíveis para eu fazer um bom jogo", avalia.

Bellucci aposta não apenas no seu nível de jogo, mas na maturidade que adquiriu principalmente depois de duas vitórias conquistadas no torneio de Miami. "Na últimas semanas, eu consegui mentalmente me portar de uma maneira em que até nos momentos de pressão, eu consegui manter a tranquilidade, ter mais calma para escolher as bolas, no momento certo. Em momentos delicados do jogo, estou me saindo bem. Isso está fazendo a diferença", explica.

A confiança está “lá em cima”, mas pode subir. "Se eu ganhar do Nishikori, ela vai estar no máximo", aposta.

 

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