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Espanha/ETA

Para governo espanhol, cessar-fogo do ETA é 'insuficiente'

O primeiro vice-presidente Alfredo Perez Rubalcaba durante uma coletiva de imprensa sobre o cessar fogo do ETA, no dia 10 de janeiro de 2011.
O primeiro vice-presidente Alfredo Perez Rubalcaba durante uma coletiva de imprensa sobre o cessar fogo do ETA, no dia 10 de janeiro de 2011. AFP / Javier Soriano

O vice-presidente e ministro do Interior Alfredo Rubalcaba declarou que o cessar-fogo permanente proposto pelo grupo ETA (pátria basca e liberdade) estava aquém das expectativas das autoridades espanholas. Ele também rejeitou quelquer tipo de verificação internacional. O anúncio visa beneficiar o partido de extrema-esquerda Batasuna, braço político da organização. 

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De acordo com  vice-presidente e ministro do Interior, Alfredo Rubalcaba, "não é uma má notícia, mas não é a notícia que estávamos esperando. Insistimos que gostaríamos de ler um comunicado onde o ETA anuncia o fim, de maneira definitiva, da luta armada", declarou. Rubalcaba também rejeitou a idéia de uma verificação internacional do cessar-fogo. "Em um estado de direito, são as forças de segurança que devem fazer a verificação."

O anúncio do cessar-fogo foi feito nesta segunda em um comunicado publicado no site do jornal basco Gara, acompanhado de um vídeo. O ETA, que vem sinalizando a intenção de colocar um fim à luta armada, sofreu pressão do Batasuna, partido basco de extrema esquerda, e braço político da organização. Em novembro,o Batasuna, interditado pela Justiça espanhola em 2003, já havia anunciado a criação de um partido "que rejeitasse o uso da violência", na esperança de obter a autorização para participar das eleições locais, em maio de 2011. Há alguns meses os líderes do partido também pressionavam a organização para anunciar um cessar-fogo unilateral.

Mais de 829 pessoas morreram em atentados organizados pelo ETA nos últimos quarenta anos. O último aconteceu no dia 9 de agosto de 2009 em Madri, sem deixar vítimas. Em 2006, um ataque ao aeroporto da capital deixou dois mortos. Em entrevista à agência de notíicias AFP, o especialista Florencio Dominguez, a organização não intenciona abandonar a luta armada, mas apenas beneficiar momentaneamente o Batasuna.Dominguez também acredita que seria impossível colocar em prática uma verificação internacional do cessar-fogo.
 

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