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Otan/reunião

OTAN se reúne em meio a pressões para intensificar ataques na Líbia

O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé(à esq.), e o chanceler alemão, Guido Westerwelle, durante a reunião da OTAN em Berlim
O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé(à esq.), e o chanceler alemão, Guido Westerwelle, durante a reunião da OTAN em Berlim Reuters

Os ministros das Relações Exteriores dos 28 países da OTAN reúnem-se hoje e amanhã em Berlim, e deverão achar um meio de superar as divergências internas sobre a conduta a seguir na Líbia e dar mais coerência à ação militar no país. Para a França e a Grã-Bretanha é a oportunidade de convencer seus aliados a intensificar os ataques contra as forças de Kadafi.

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Os governos francês e britânico julgam que a ação da Otan tem sido insuficiente para minar as forças de Kadafi e proteger a população civil. Dos 28 países que compõem a Aliança Militar, apenas 6 aceitam abrir fogo para cumprir os objetivos da resolução da ONU.

Outros identificam os alvos e não promovem bombardeios, como o caso da Itália e provavelmente da Espanha e Suécia, e ainda há os pesos pesados, Alemanha, Turquia e Polônia que se recusaram a entrar na operação. Paris e Londres vão pedir também maior contribuição para pagar os custos elevados de uma intervenção que se prolonga.

Na chegada à capital alemã, o chanceler francês Allain Juppé afirmou que a França não pretende fornecer armas aos rebeldes. “A França não tem essa disposição”, reagiu Juppé ao ser questionado se o país estaria pronto a armar os rebeldes diante das dificuldades de combater as forças pró-Kadafi apesar dos bombardeios aéreos da coalizão. “ A solução para a crise líbia é política e não militar”, disse o chanceler. 

A França não vai ajudar a armar os rebeldes mas também não se opõe à ideia, segundo uma fonte diplomática ouvida pela agência Associated Press que participou ontem de um jantar em Paris entre o presidente Sarkozy e o primeiro-ministro britânico David Cameron. Segundo a fonte, “os rebeldes não encontram problemas para encontrar as armas que precisam”.

Grupo de contato

As divergências continuam também no plano político, como ficou demonstrado na reunião de ontem no Catar, do Grupo de contato sobre a Líbia. O encontro terminou com o anúncio de um maior apoio para os rebeldes se defenderem, sem deixar explícito nesta ajuda o fornecimento de armas aos opositores do regime de Muammar Kadafi.

O Grupo de contato sobre a Líbia também se manifestou a favor de uma transição política chamada "inclusiva", ou seja, que leve em conta representantes de tribos locais e os eventuais desertores do regime. A renúncia de Kadafi não seria então uma condição imediata para uma mudança de regime, e sim, uma decisão a ser adotada em uma etapa posterior, contrariando a exigência do Conselho Nacional de Transição que participou pela primeira vez do encontro do Grupo, reunido pela primeira vez em Londres, em 29 de março.

No Cairo, a Liga Árabe sedia nesta quinta-feira uma conferência dedicada à Líbia com as presenças do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e da chefe da diplomacia da União Européia, Catherine Ashton.

 

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