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Grã-Bretanha/ escutas

Inquérito paralelo de investigação de escutas é aberto

O juiz Brian Leveson, um dos mais respeitados do Reino Unido, vai presidir a comissão de inquérito.
O juiz Brian Leveson, um dos mais respeitados do Reino Unido, vai presidir a comissão de inquérito. REUTERS/Simon Kreitem

O inquérito público que deve apurar as responsabilidades da imprensa no caso das escutas ilegais realizadas no Reino Unido pelo jornal News of the World foi aberto hoje, em Londres. A investigação será presidida por Brian Leveson, um dos juízes mais respeitados do país.

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A comissão começará a interrogar os envolvidos em setembro e deve apresentar suas conclusões em um ano. O grupo é formado por um militante dos Direitos Humanos, um alto responsável da polícia, dois jornalistas e o antigo presidente do jornal Financial Times. Cada um teve que detalhar publicamente qual é o seu histórico de relações com a imprensa britânica.

Este inquérito vai trabalhar em paralelo com o policial, que já resultou em seis prisões temporárias. Entre as conclusões, devem constar recomendações sobre as práticas éticas na imprensa e o respeito à vida privada, conforme anunciou Leveson.

Os patrões de mídia temem que a comissão queira interferir no “direito do público de ser informado”, que garante a ação de jornalistas investigativos ao redor do mundo. Por outro lado, foi este mesmo direito que resultou nas derrapadas do tablóide britânico.

“Não escaparemos de um debate sobre os limites da noção de interesse público”, avisou o juiz. Ele lembrou que outros jornais também são suspeitos de adotarem “práticas suspeitas”, como recorrer a detetives privados, atores e câmeras escondidas para conseguir furos jornalísticos. Um relatório oficial de 2006, divulgado há 10 dias, incrimina 300 jornalistas de 31 publicações diferentes.

O escândalo resultou no fechamento do News of the World, que pertencia ao magnata Rupert Murdoch, após a descoberta de que foram realizadas escutas em quase 4 mil caixas telefônicas, desde 2000. Murdoch e seu filho, James, foram ouvidos pelo Parlamento e devem ser chamados a depor também neste inquérito.
 

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