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Acidente/Gás

Vazamento de gás no Mar do Norte deve levar 6 meses para ser contido

Plataforma de petróleo da Total no Mar do Norte.
Plataforma de petróleo da Total no Mar do Norte. divulgação (Total)

O grupo petrolífero francês Total calcula que deverá demorar seis meses para reparar o vazamento de uma grande reserva de gás no Mar do Norte. O problema foi detectado no domingo e, em 48 horas, 23 toneladas de gás vazaram. A empresa colocou em prática um plano de emergência e afirma que não há impacto significativo sobre o meio ambiente. Mas cientistas e ecologistas alertam que a substância é altamente tóxica e inflamável.

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Para tentar resolver o maior incidente da companhia na região nos últimos dez anos, a petrolífera francesa Total lançou um plano de emergência. A equipe de especialistas do grupo francês estuda perfurar um poço auxiliar para diminuir a pressão do poço principal de exploração de gás da plataforma Elgin-Franklin que fica a 240 quilômetros de Aberdeen, cidade na costa da Escócia. Segundo estimativas da empresa, 23 toneladas do produto vazaram em 48 horas.

Numa tentativa de acalmar a opinião pública e ecologistas que temem uma catástrofe ambiental nos moldes da maré negra da BP nos Estados Unidos em 2010, a petrolífera francesa afirma que não há impacto significativo para o meio ambiente. A companhia reconhece, porém, que não sabe indicar quais as causas do acidente e diz que a reparação do vazamento pode levar, no mínimo, seis meses.

Vários navios e três aviões monitoram a região e estão preparados para lançar químicos dispersantes se for necessário. A Total declarou ainda uma zona de exclusão marítima e aérea em torno da plataforma que está cercada por uma nuvem de gás e retirou cerca de 300 funcionários da sua plataforma e da plataforma vizinha que pertence a Shell.

Oceanógrafos destacam que a substância é altamente tóxica e inflamável e que qualquer tentativa de controle do vazamento deve ser feita com grande cautela. Já a ONG Bellona, que acompanha a atividade petroleira no Mar do Norte, é mais alarmista. A entidade argumenta que o poço é “infernal” e que o vazamento está fora de controle.

O acidente repercute nos mercados. A abertura do pregão da Bolsa de Paris, as ações da Total já registravam queda de 3%. Ontem, os papéis tiveram uma baixa de 5,96%, a mais forte desde 2008. Com isso, em apenas um dia, o valor de mercado do grupo recuou 6 bilhões de euros.

 

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