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Grã-Bretanha/diplomacia

Londres não extraditará hacker que pirateou computadores militares americanos

O hacker escocês Gary McKinnon, 46 anos
O hacker escocês Gary McKinnon, 46 anos REUTERS/Andrew Winning

O governo americano se diz decepcionado com a decisão do governo britânico de não extraditar o hacker Gary McKinnon, acusado do maior ataque já realizado contra os computadores das Forças Armadas americanas.

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Apesar da decisão, a diplomacia dos Estados Unidos anunciou que o caso não afetará as relaçãoes entre o país e a Grã-Bretanha. "Nós temos uma incrível aliança com Londres e esta aliança continuará sob todas as formas", afirmou Victoria Nulanda, porta-voz da diplomacia americana.
O pirata de informática, Gary McKinnon, britânico de 46 anos, sofre de um tipo de autismo, segundo seus advogados, e,por isso, de acordo com a ministra britânica do Interior, Teresa May, ele não será extraditado. A ministra afirmou que a extradição não estaria de acordo com o texto dos Direitos Humanos e faria Gary McKinnon correr o risco de suicídio.

Gary McKinnon foi preso no ano de 2002 em Londres, depois de piratear mais de 300 computadores das Forças Armadas Americanas. Ele alega ter feito, na época, pesquisas de documentos secretos que provariam a existência de extraterrestres. Poucos meses depois do 11 de setembro de 2001, centenas de computadores militares americanos ficaram totalmente inoperantes por causa das ações do hacker.

O caso McKinnon se tornou uma disputa diplomática entre os dois países, já que a Grã-Bretanha anunciou recentemente a criação de um tribunal especial destinado ao julgamento de suspeitos, ao invés de permitir a extradição dos seus cidadãos para os Estados Unidos. A decisão é apoiada pela maior parte dos britânicos, exceto pelas famílias de quatro extraditados há duas semanas, que denunciam a parcialidade do governo David Cameron.

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