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Alemanha

Homem suspeito de ser guarda de Auschwitz é preso aos 93 anos

Entrada do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em imagem de arauivo de 2009.
Entrada do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em imagem de arauivo de 2009. REUTERS/Kacper Pempel

A polícia alemã prendeu nesta segunda-feira um homem de 93 anos suspeito de envolvimento em mortes quando teria sido guarda do campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia ocupada, entre 1941 e 1945.

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O homem, um lituano chamado Hans Lipschis, de acordo com a imprensa alemã, foi preso em Aalen, região sudoeste do país, a pedido do Ministério Público de Stuttgart. Ele será mantido em prisão provisória após um exame médico ter constatado que tem condições de saúde para ficar preso.

Uma porta-voz do Ministério Público disse que a atividade principal do homem não era de guarda do campo, mas que ele trabalhou na função. “Vamos procurar estabelecer o que ele fazia concretamente e por quanto tempo trabalhou em Auschwitz”, disse, completando que os investigadores concluíram que ele, “por seus atos, ajudou os criminosos”.

Em seu mais recente relatório anual, o Centro Simon Wiesenthal, que rastreia nazistas ainda vivos, pôs Hans Lipschis em quarto lugar na lista de criminosos mais procurados. O centro afirma que ele serviu em um batalhão da SS e “participou do massacre e da perseguição de civis inocentes, principalmente judeus”.

Reportagem recente de uma rede pública alemã diz que, em sua defesa, Lipschis afirmava que foi cozinheiro do campo de concentração e não guarda.

De acordo com o jornal “Die Welt”, ele se naturalizou alemão durante o regime nazista, mudou-se para os Estados Unidos em 1956 e viveu em Chicago até sua expulsão para a Alemanha em 1983.

Entre 1940 e 1945, cerca de 1,1 milhão de pessoas, na maioria judeus e naturais de países ocupados pela Alemanha morreram em Auschwitz, o maior campo de concentração da guerra.
 

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