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Vaticano/Diplomacia

Papa pressiona para impedir intervenção militar na Síria

O Vaticano convocou nesta quinta-feira todos os embaixadores acreditados junto a Santa Sé para uma reunião sobre a Síria. .
O Vaticano convocou nesta quinta-feira todos os embaixadores acreditados junto a Santa Sé para uma reunião sobre a Síria. . REUTERS/Alessandro Bianchi

O Papa Francisco reuniu nesta quinta-feira 71 embaixadores de diversos países na Santa Sé para esclarecer as razões pelas quais ele se opõe a uma intervenção militar na Síria. Além de realizar a reunião na mesma data da abertura do G20, o Pontífice enviou uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, anfitrião do evento em São Petersburgo, que reúne as vinte maiores economias do mundo.

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O Vaticano quer pressionar os dirigentes internacionais para que evitem uma ação militar no país árabe, que vive há mais de dois anos um confronto entra as forças rebeldes e o exército do presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Ao invés disso (uma intervenção armada), renovemos nosso engajamento com uma busca, corajosa e determinada, de uma solução pacífica fundada no diálogo e na negociação entre as partes, com o apoio unanime da comunidade internacional", escreveu na correspondência encaminhada a Putin.

O Papa Francisco afirma que "os interesses unilaterais" têm prevalecido e impedem a chegada de uma conclusão para o conflito e que poderia ter evitado "o massacre absurdo que acontece atualmente".

No sábado, uma jornada de jejum e orações está prevista para dizer não a guerra. O representante máximo da Igreja Católica vai presidir pessoalmente quatro horas de vigília na Praça São Pedro, em Roma. Ele quer mobilizar católicos, ateus e fiéis de outras religiões, incluindo através das redes sociais, para a exemplo da posição tomada por João Paulo II há dez anos diante da guerra do Iraque, tentar impedir um novo conflito internacional.

O apelo do Papa foi seguido por declarações de diversas personalidades católicas, demonstrando um forte reengajamento do Vaticano na diplomacia. As lideranças religiosas alertam para o risco de uma guerra mundial e questionam as intenções dos Estados Unidos e da França para realizar uma intervenção sem o aval das Nações Unidas.
 

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