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Europa/imigração

Mais um navio com 137 imigrantes chega à Lampedusa

Um barco com mais de 200 imigrantes naufragou nesta sexta-feira, 11 de outubro, ao sul de Malta, a cerca de 60 milhas de Lampedusa.
Um barco com mais de 200 imigrantes naufragou nesta sexta-feira, 11 de outubro, ao sul de Malta, a cerca de 60 milhas de Lampedusa. REUTERS/Armed Forces Malta Press Office/Handout via Reuters

Uma nova embarcação com 137 imigrantes clandestinos a bordo, sendo 22 mulheres, chegou nesta madrugada à ilha italiana de Lampedusa. O governo italiano se reúne para definir novas medidas para reforçar a vigilância e garantir assistência humanitária aos imigrantes que arriscam suas vidas no mar em busca de um vida melhor na Europa.

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O barco de 12 metros de cumprimento não foi identificado pela guarda costeira e atracou no porto de Lampedusa por volta das 5 horas da manhã desta segunda-feira. Os imigrantes, todos de países da África subsahariana segundo a rede de tevê Sky-TG24, esperaram os policiais para serem levados ao centro que acolhe imigrantes clandestinos. O local já está superlotado.

Este novo caso acontece 3 dias após o naufrágio de um barco perto de Malta que deixou 36 mortos. Mas o balanço ainda é provisório e pode aumentar. Forças italianas e maltesas salvaram mais de 200 pessoas, mas o número de passageiros é estimado entre 270 e 400, a maioria de sírios que partiram da Líbia.

Sobreviventes disseram que o navio foi perseguido por "milicianos líbios" que atiraram contra a embarcação ferindo duas pessoas e provocando o naufrágio. O chefe de governo de Malta, Joseph Muscat,  visitou a Líbia neste domingo e estima que seu país e a Itália estão sozinhos diante de um "problema enorme".

Muscat disse esperar dos líderes europeus que se encontrarão em uma reunião de Cúpula nos dias 24 e 25 de outubro um "engajamento político" e uma "estratégia clara" e não apenas dinheiro. 

Ajuda humanitária

Um conselho de ministros agenda nesta segunda-feira no Palácio de Chigi, sede do governo italiano, com a presença dos ministros da Defesa, do Interior e das Relações Exteriores, vai definir os meios militares e civis de uma missão humanitária naval e aérea anunciada pelo primeiro-ministro Enrico Letta.

O objetivo dele é também aumentar a vigilância para evitar novas tragédias como a dos dias 3 e 11 de outubro que resultaram em quase 400 imigrantes mortos, transformando o mar Mediterrâneo em um imenso cemitério a céu aberto.

As embarcações da guarda costeira italiana e da polícia têm o apoio de quatro helicópteros e duas aeronaves de visão noturna. Esse aparato é insuficiente para controlar o fluxo de imigrantes que só este ano já ultrapassou 30 mil pessoas.

 

 

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