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Portugal/Crise

Portugueses manifestam contra medidas de rigor

Portugueses protestam contra medidas de austeridade impostas pelo governo.
Portugueses protestam contra medidas de austeridade impostas pelo governo. REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

Os portugueses sairam às ruas nesse sábado, 19 de outubro, em protesto contra as medidas de rigor anunciadas pelo governo para os próximos meses. Manifestações importantes foram registrada em Lisboa e nas principais cidades do país. Os organizadores afirmam que mais de 50 mil pessoas participaram da mobilização. 

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A manifestação teve como tema a luta “contra a exploração e o empobrecimento”. Segundo os organizadores, entre 50 e 60 mil pessoas participaram do protesto. Já a polícia estima que cerca de 25 mil manifestantes saíras às ruas. "Essa é uma grande jornada de luta", declarou Armenio Carlos, secretário-geral do CGTP, central sindical próxima do Partido Comunista. 

Em Lisboa, para contornar uma restrição imposta pelo governo, que proibiu manifestações a pé alegando questões de segurança, os organizadores alugaram mais de 400 ônibus que cruzaram a ponte 25 de abril durante a tarde. O cortejo também promoveu um buzinaço no trajeto.

Essa é a primeira grande mobilização popular após a anúncio, essa semana, de um novo pacote de medidas de austeridade visando o orçamento de 2014 do país. Uma das decisões mais polêmicas é o corte de cerca de 10% nas aposentadorias de parte dos servidores. Os salários dos empregados do Estado também sofrerão uma redução entre 2,5% e 12%.O programa deve atingir principalmente os funcionários públicos que ganham mais de 600 euros (em torno de 1.800 reais) por mês.

Sob assistência financeira internacional, Portugal se comprometeu junto aos credores - Banco Central Europeu, FMI e União Europeia - a baixar seu déficit público a 4% do PIB no ano que vem. Os cortes fazem parte das medidas adotadas para atingir esse objetivo. No entanto, mesmo se as economias almejadas com a reforma das aposentadorias dos funcionários públicos são fundamentais para Portugal atingir suas metas, essas medidas ainda podem ser rejeitadas pela Corte Constitucional, como esperam a oposição socialista e as associações de aposentados.

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