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Espanha/ ETA

Apesar de proibição, separatistas bascos prometem manter protesto

Última onda de prisões de supostos apoiadores do ETA aconteceu na semana passada, em Bilbao.
Última onda de prisões de supostos apoiadores do ETA aconteceu na semana passada, em Bilbao. REUTERS/Vincent West

O sábado promete ser de tensão em Bilbao, na Espanha. Apesar de a justiça ter proibido uma manifestação dos separatistas bascos, em apoio a prisioneiros do movimento ETA, os participantes da mobilização prometem manter o protesto. O governo permanece inflexível na decisão de recusar qualquer concessão ao grupo armado.

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O juiz do Tribunal da Audiência Nacional de Madri, Eloy Velasco, proibiu a manifestação por avaliar que, entre o grupo de apoio aos prisioneiros do grupo Herrira, se encontram membros da própria organização, desmantelada em setembro e proibida de exercer qualquer atividade por dois anos. Mesmo assim, os organizadores prometem realizar o ato neste sábado.

Na opinião do governo regional do País Basco, dominado por nacionalistas conservadores favoráveis à mobilização, a decisão de proibir o protesto “é incompreensível para a sociedade basca”. “É muito grave na medida em que, ano após ano, nós vimos que manifestações idênticas aconteceram sem nenhum obstáculo, inclusive na época em que o ETA era ativo”, afirmou Josu Erkoreka, porta-voz do governo regional.

De acordo com documentos recolhidos pela polícia, “Herrira conspirou ou foi o autor de uma dinâmica chamada Tantaz Tanta (“gota à gota”), cujo objetivo é juntar o maior número de militantes possível em manifestações de apoio aos detentos do ETA”, conforme o juiz. Velasco também proibiu “atividades de apoio, exaltação e financiamento em favor dos prisioneiros”.

O “Tantaz Tanta” se apresenta como uma organização da sociedade civil e pede uma “mobilização sem precedentes na história do País Basco”, para pedir a “repatriação dos prisioneiros e prisioneiras bascas”. Eles querem “o fim da dispersão” de centenas de militantes do ETA, detidos em dezenas de prisões espanholas e francesas, uma política adotada há 25 anos por Madri.
 

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