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Ucrânia/Crise

Europa continua articulações políticas sobre crise na Ucrânia

Tanque nas ruas de Slaviansk, oeste da Ucrânia com uma bandeira pró-russa. 12 de maio de 2014.
Tanque nas ruas de Slaviansk, oeste da Ucrânia com uma bandeira pró-russa. 12 de maio de 2014. REUTERS/Yannis Behrakis

A ofensiva diplomática europeia para tentar uma solução pacífica para a crise ucraniana é intensa após o referendo de domingo (11) sobre a independência das regiões de Lugansk e Donetsk. Nesta terça-feira (13), o chefe da diplomacia alemã foi o segundo representante do bloco europeu a visitar Kiev em menos de 24 horas para apoiar o diálogo nacional.

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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, se encontrou nesta manhã com o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, e defendeu a importância da eleição presidencial antecipada no país. Para Steinmeier, a votação do próximo dia 25 de maio terá um papel decisivo para superar a divisão ucraniana.

Logo após o encontro com o ministro alemão, o premiê ucraniano viajou a Bruxelas para discutir com a Comissão Europeia medidas de apoio a Kiev e ao diálogo nacional, propostas pelas autoridades ucranianas. Uma mesa redonda com responsáveis políticos e representantes da sociedade civil está prevista para começar na quarta-feira (14). No entanto, o presidente interino, Oleksander Turtchinov, é contrário à participação dos separatistas pró-russos, dificultando o diálogo antes mesmo de sua abertura.

Anexação à Rússia

Depois da vitória no referendo de domingo, os separatistas do leste da Ucrânia anunciaram a soberania sobre os dois territórios e pediram a anexação deles à Rússia, assim como fez a Crimeia.

Os europeus e os Estados Unidos consideram as votações de Donetsk e de Lugansk ilegais e martelam que só vão reconhecer o resultado da eleição presidencial do próximo dia 25. Moscou pediu respeito ao desejo da população do leste ucraniano, mas ainda não respondeu ao pedido de anexação feito pelas duas regiões separatistas e nem reconheceu formalmente o resultado dos referendos.

Tentando pôr panos quentes, Vladimir Putin disse ontem apoiar a mediação da Organização pela Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) durante conversa pelo telefone com o presidente da instituição, o suíço Didier Burkhalter. A OSCE tenta organizar uma reunião entre as autoridades interinas de Kiev e os separatistas pró-russos ainda esta semana.
 

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