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Ucrânia/Diplomacia

Na final da Copa, Merkel e Putin discutirão crise ucraniana

A chanceler alemã Angela Merkel virá ao Brasil para acompanhar a final da Copa do Mundo e encontrará com o presidente russo, Vladimir Putin.
A chanceler alemã Angela Merkel virá ao Brasil para acompanhar a final da Copa do Mundo e encontrará com o presidente russo, Vladimir Putin. REUTERS/Yuri Kadobnov/Pool/Darren Staples/Files

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Vladimir Putin estarão na tribuna de honra do Maracanã para assistir à final da Copa no próximo domingo e devem fazer uma reunião bilateral após o jogo. A informação foi divulgada hoje de manhã pelo Kremlin.

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A situação na Ucrânia e o fornecimento do gás russo para a Europa devem fazer parte da agenda, que não foi divulgada. Vladimir Putin chega ao Brasil no domingo para participar da cerimônia de encerramento da Copa, como presidente do país-sede do Mundial de 2018.

Ele permanece no país até o dia 16 de julho para a cúpula dos Brics, grupo de países emergentes que, além de Rússia e Brasil, reúne China, Índia e África do Sul. A chanceler e alemã e o presidente Joachim Glouck vão apoiar sua equipe no jogo contra a Argentina, informou comunicado da presidência alemã.

Contenção

Angela Merkel, junto com o presidente francês François Hollande, está bastante envolvida na diplomacia por trás do conflito que, nas últimas 24 horas, deixou mais três soldados mortos e 27 feridos. Por telefone, Merkel voltou a pedir "contenção" ao presidente Petro Porochenko, que prepara para uma nova ofensiva contra Lugansk e Donetsk, dois bastiões dos rebeldes separatistas.

Uma coluna de 1,5 km de carros blindados ucranianos se posicionou nesta quinta-feira a cerca de vinte quilômetros de Donestk. As forças deixaram a cidade portuária de Mariupol, também no leste do país, e viajaram 90 quilômetros sem encontrar resistência. Além de tanques, caminhões militares e outros veículos blindados, um canhão anti-aéreo integra a frota, que deve atacar dentro do espaço de um mês.

De acordo com Petro Porochenko, as operações contra os insurgentes buscam causar o menor número possível de vítimas civis, uma regra que nem sempre é observada no front, indicaram testemunhas dos confrontos em Lugansk. O conselheiro militar do ministério ucraniano do Interior, Stanislav Retchinski disse à televisão que "bombardeios e artilharia aérea" estão descartados. De acordo com ele, a intervenção em Lugansk e Donetsk pode acontecer no espaço de um mês.

Novas sanções

Enquanto isso, a Europa segue pressionando os rebeldes. Hoje, a União Europeia acrescentou 11 nomes à lista de pessoas visadas por sanções. A maioria são separatistas, mas a lista inclui dois ou três russos. As sanções, que incluem proibição de visto de viagem à Europa e congelamento de bens, entram em vigor no próximo sábado.
 

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