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Ebola/Europa

União Europeia discute controle nos aeroportos para conter ebola

Reino Unido controla a chegada de passageiros nos aeroportos de Londres e nas estações de trem do Eurostar (foto).
Reino Unido controla a chegada de passageiros nos aeroportos de Londres e nas estações de trem do Eurostar (foto). REUTERS/Peter Nicholls

Os ministros da Saúde da União Europeia se reúnem nesta quinta-feira (16) em Bruxelas para discutir um plano de controle nos aeroportos do bloco que possa detectar viajantes infectados pelo vírus ebola. A Grã-Bretanha já colocou em prática esta semana medidas de vigilância para conter a entrada de pessoas contaminadas pela doença em aeroportos de Londres e nas estações de trem do Eurostar.

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Os 27 países da União Europeia podem decidir nesta quinta-feira adotar medidas similares aos vizinhos do Reino Unido para conter o avanço do ebola. Cada país será responsável pela implementação de um plano para combater a disseminação da febre hemorrágica.

De acordo com autoridades europeias, o controle de passageiros que chegam aos países do bloco também servirá para instruí-los, caso eles venham a contrair a doença no Velho Continente. Como, por exemplo, ao detectar sintomas da febre hemorrágica, não se dirigir diretamente a um hospital sem antes avisar as autoridades médicas.

No entanto, às vésperas da reunião dos ministros da Saúde europeus em Bruxelas, a Comissão Europeia se manifestou contra os controles das chegadas de viajantes nos aeroportos europeus. A instituição acredita que o essencial é informar corretamente as populações sobre as formas de transmissão da doença e assegurar assistência a quem detectar sintomas.

Segundo autoridades da Comissão Europeia, o ideal seria que os controles fossem realizados nas saídas de passageiros nos aeroportos dos três países mais atingidos pelo vírus, Libéria, Serra Leoa e Guiné. “O verdadeiro campo de batalha contra o ebola é a África Ocidental”, sublinhou um especialista europeu.

“É essencial prevenir ações que resultem no pânico e evitar medidas ineficazes”, estima o Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI). A organização afirma ter averiguado cerca de 36 mil passageiros, através do controle da temperatura corporal e a aplicação de um questionário medical, sem detectar nenhum caso da doença nos viajantes examinados.

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