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Europa/Ebola

Enfermeira espanhola não tem mais o vírus do ebola

Quarto de paciente isolado no Hospital Carlos III de Madri, onde a enfermeira está internada.
Quarto de paciente isolado no Hospital Carlos III de Madri, onde a enfermeira está internada. Reuters/Paul Hanna

A auxiliar de enfermagem espanhola Teresa Romero, a primeira pessoa contaminada pelo vírus fora da África e dentro da Europa, não tem mais a doença. A noticia foi dada na noite deste domingo pelo governo espanhol. Ela fará um segundo teste de sangue para confirmação e seu estado de saúde evolui bem, segundo os médicos.

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O resultado do teste de sangue de Tereza, que foi hospitalizada em 6 de outubro no hospital Carlos III de Madri, deu um resultado negativo de presença de vírus ebola, como anunciou o Comitê interministerial encarregado do acompanhamento do vírus na Espanha. Ela  vai ser submetida a um novo exame ainda na noite deste domingo, diz o comunicado do Comitê, esclarecendo que o estado de saúde dela evolui favoravelmente.

A auxiliar de enfermagem apresentou os primeiros sintomas da epidemia em 29 de setembro, depois de ter cuidados de dois religiosos contaminados pela febre hemorrágica em Serra Leoa, que haviam sido repatriados da África em 8 e 22 de agosto, morrendo alguns dias depois. Estima-se que foi o segundo missionário, que faleceu em 25 de setembro, que contaminou Teresa.

Quinze pessoas, inclusive o marido, que tiveram contato com Teresa, estão em observação no mesmo hospital. Elas não apresentaram até o momento nenhum sintoma do vírus.

No total, cerca de 50 pessoas cuidam da enfermeira. Agora será preciso esperar 21 dias, período da incubação, para se ter certeza de que nenhuma outra pessoa foi contaminada durante sua hospitalização.

Os resutados dos segundos testes de sangue de dois outros casos suspeitos - uma pessoa que teve contato com Teresa e um viajante vindo da Nigéria para Madri em um voo da Air France, são negativos, segundo o Comitê espanhol.  

Bloco europeu acelera dispositivo

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira (20), em Luxemburgo, para acertar uma resposta europeia forte e rápida à epidemia do vírus ebola, antes do encontro de chefes de Estado e de Governo do bloco na quinta e sexta-feira (23 e 24). O presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, país africano mais afetado, fez um apelo em uma carta aberta neste domingo (19) para que cada nação se mobilize contra a doença.

Os ministros europeus do bloco ouviram o grito de urgência contido na carta do presidente da Libéria,que prega que "o mundo inteiro deve participar na luta contra essa doença que não conhece fronteiras". A Libéria é a nação que registrou o maior número de mortos até agora, mais de 2.000 pessoas. Serra Leoa e Guiné são os outros países africanos atingidos em cheio.

Catástrofe humanitária

O combate à epidemia é considerado prioritário para os ministros europeus, num contexto dramático de mais de 4.500 mortos, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

Os 29 Estados-Membros devem começar a reunião fazendo um balanço global da situação para analisar as melhores respostas ao "pedido de socorro" da África, entre elas, enviar mais pessoal especializado.

A ideia seria, então, articular uma ajuda internacional em torno de três "países líderes": Estados Unidos para a Libéria, Reino Unido para Serra Leoa e a França para a Guiné.

A ONG Oxfam Internacional aponta o exemplo do Reino Unido, que enviou um navio medicalizado a Serra Leoa e prevê o embarque de 750 militares para ajudar na construção de centros de saúde na sua antiga colônia. França e Alemanha insistem sobre a necessidade de um dispositivo coordenado.

Os chefes de Estado e de Governo do bloco discutirão as propostas na quinta e sexta-feira próximas (23 e 24), em Bruxelas.

Ajuda

Em uma carta aos outros governantes, o primeiro-ministro britânico David Cameron pediu que a ajuda europeia aumente para €1 bilhão, o dobro do montante atual.

Cameron também quer acentuar a coordenação para o controle de pontos de entrada na Europa, depois que a contaminação de uma enfermeira espanhola soprou um primeiro vento de pânico no continente.

Depois do Reino Unido e França, será a vez da Bélgica, a partir desta segunda-feira, tirar também a temperatura de passageiros vindos dos países africanos afetados.

Nigéria livre

E enquanto a epidemia de ebola faz um número cada vez maior de vítimas em Serra Leoa, Libéria e Guiné, a OMS deve declarar a Nigéria livre do vírus nesta segunda-feira.

Três meses depois da chegada do ebola no território, a reação rápida e organizada das autoridades permitiu que nenhum novo caso da doença fosse registrado nos últimos 42 dias, apesar de a Nigéria ter um sistema precário de saúde.

 

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