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França

Marine Le Pen defende o uso da tortura na TV, mas nega no Twitter

A líder da extrema direita francesa Marine Le Pen defendeu o uso da tortura
A líder da extrema direita francesa Marine Le Pen defendeu o uso da tortura REUTERS/Robert Pratta

Para Marine Le Pen, a tortura é um mal necessário. Foi isso o que a presidente da Frente Nacional disse nesta quarta-feira (10) no canal BFM-TV ao ser perguntada sobre os truculentos métodos de interrogatório da CIA, divulgados ontem em um relatório do Senado norte-americano. "Eu não condeno. Sobre esse assunto, é muito fácil comparecer a um programa de televisão e dizer 'isso é errado'".

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Questionada se o uso da tortura era aceitável, Le Pen respondeu: "Sim, sim, claro, ela já foi utilizada em outros períodos da história". E continuou: "Eu acho que as pessoas que entrevistam terroristas para tirar informações que permitem salvar a vida de civis são responsáveis". Ela ainda citou, como exemplo, o caso de uma bomba que pode explodir em uma ou duas horas resultando em centenas de vítimas. "É útil fazer com que o terrorista fale", disse.

Pouco tempo depois do final do programa, Le Pen negou no Twitter ter defendido o uso da tortura, denunciando uma "interpretação maliciosa" das suas declarações. Com essa entrevista, Marine Le Pen segue uma tradição familiar. Jean-Marie Le Pen, seu pai, repetiu em diversas ocasiões que a tortura poderia ser utilizada em alguns casos. Em 1987, ele afirmou ao "Le Monde": "Se for necessário torturar um homem para salvar 100, usar a violência para descobrir um ninho de bombas, a tortura é inevitável".

O deputado de esquerda Alain Tourret, qualificou as declarações de Marine Le Pen de "escândalo absoluto" e pediu ao ministro da Justiça que abra um processo contra ela.
 

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