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Bélgica/Política

Greve geral na Bélgica imobiliza aviões no aeroporto de Bruxelas

A Bélgica está parcialmente paralisada por uma greve geral decretada pelos sindicatos para protestar contra as políticas de austeridade.
A Bélgica está parcialmente paralisada por uma greve geral decretada pelos sindicatos para protestar contra as políticas de austeridade. REUTERS/Francois Lenoir

A Bélgica enfrenta uma greve geral nesta segunda-feira (15) contra a política de austeridade do governo. A paralisação de 24h, convocada por várias centrais sindicais, começou na noite de domingo com o cancelamento de voos e trens. No aeroporto internacional de Bruxelas, pelo menos 600 voos foram anulados.  

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Os trabalhadores belgas reivindicam melhores salários, mais justiça social na distribuição da renda nacional e a manutenção da idade da aposentadoria. O governo tem o projeto de aumentar a idade mínima da aposentadoria dos atuais 65 para 67 anos. As três maiores organizações sindicais do país - FGTB (socialista), CSC (democrata-cristã) e CGSLB (liberal) - se associaram para conduzir o movimento.

A paralisação perturba o transporte aéreo, ferroviário e urbano (metrô e ônibus) nas principais cidades belgas. Escolas, creches, presídios, assim como postos da administração pública estão fechados. Os hospitais públicos adiaram cirurgias marcadas para hoje e só dão atendimento de emergência. Milhares de trabalhadores cruzaram os braços na indústria, confirmando a adesão do setor privado à greve.

No início da manhã, a secretária-geral da CSC, Marie Hélène Ska, disse que a paralisação era "um sucesso". "Vi uma grande determinação dos grevistas por onde passei", afirmou a sindicalista.

Trens-bala e Eurostar cancelados

Os usuários da malha ferroviária que liga Bruxelas a outras capitais europeias enfrentam dificuldades com a greve desta segunda-feira. Os trens-bala que ligam Paris, Amsterdã (Holanda) e Colônia (Alemanha) a Bruxelas foram cancelados. O mesmo acontece com o Eurostar, entre Londres e Bruxelas.

As balsas que partem dos portos de Zeebruges e Anvers para várias destinações também estão paralisadas.

O líder nacionalista Bart De Vever, presidente da coligação N-VA, integrante da coalizão de governo, afirmou que os sindicatos mentem aos belgas. Segundo ele, os salários na Bélgica vão aumentar, e não baixar, nos próximos anos.
 

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