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Ucrânia/Violências

Cerca de 500 mineiros ficam bloqueados devido a violentos bombardeios em Donetsk

Mais de 30 pessoas morreram depois dos bombardeios neste sábado (24) na cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia.
Mais de 30 pessoas morreram depois dos bombardeios neste sábado (24) na cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia. REUTERS/Nikolai Ryabchenko

Cerca de 500 funcionários de uma mina de carvão da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia, estão bloqueados sob a terra, nesta segunda-feira (25), devido a violentos bombardeios na região. A semana começou tensa no país, com a morte de sete soldados do exército ucraniano. No fim de semana, mais de 30 civis morreram e 90 ficaram feridos nos confrontos entre as forças de Kiev e os separatistas pró-russos.

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Segundo o ministério das Situações de Urgência da república autoproclamada de Donetsk, os mineiros não correm risco de morte. Eles ficaram bloqueados depois que violentos bombardeios na região de Donetsk cortaram a eletricidade da mina.

“O sistema de ventilação continua funcionando. A vida dos mineiros não está ameaçada”, informou a agência de notícia dos rebeldes. De acordo com o ministério, os funcionários devem ser retirados da mina nas próximas horas.

Escalada das violências

A escalada das violências no leste da Ucrânia começou na semana passada, quando as forças separatistas tomaram o aeroporto de Donetsk. No sábado (24), na cidade portuária de Mariupol, 30 civis morreram e cerca de 90 pessoas ficaram feridas em um bombardeio reivindicado pelos rebeldes separatistas.

As autoridades de Kiev vão retirar a partir de hoje as crianças de vários locais onde os combates continuam intensos em Donetsk e Lugansk. Os rebeldes já anunciaram que pretendem dar continuidade à ofensiva na região e as autoridades temem pela vida dos civis.

Pressão diplomática

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) fará uma reunião “extraordinária” nesta tarde sobre a degradação da situação no leste da Ucrânia. O Conselho de Segurança das Nações Unidas e os ministros europeus das Relações Exteriores também realizam encontros para discutir medidas para colocar um fim às violências.

No domingo (25), o presidente francês, François Hollande, conversou com o presidente ucraniano, Petro Porochenko, por telefone. Nesta segunda-feira, ele fala com o presidente russo, Vladimir Putin.

A chanceler alemã, Angela Merkel, uma das principais mediadoras da crise ucraniana, já conversou com Putin ontem e insistiu que ele tem que pressionar os separatistas a aceitar um cessar-fogo.

Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu aumentar a pressão contra Moscou, o que poderia significar novas sanções econômicas para a Rússia.

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