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Crise/Ucrânia

Apesar do cessar-fogo, 3 soldados da Ucrânia são mortos no leste do país

Rebelde pró-russo patrulha os arredores do aeroporto de Donetsk, nesta quinta-feira (26), apesar do compromisso da rebelião e de Kiev de retirar os armamentos da região.
Rebelde pró-russo patrulha os arredores do aeroporto de Donetsk, nesta quinta-feira (26), apesar do compromisso da rebelião e de Kiev de retirar os armamentos da região. REUTERS/Baz Ratner

Tudo indicava que finalmente o cessar-fogo na Ucrânia seria respeitado, mas Kiev acaba de anunciar que três soldados ucranianos morreram e três foram feridos nesta sexta-feira (27) no leste separatista. Ontem, autoridades ucranianas haviam informado que, em caso de retomada das hostilidades, a retirada das armas pesadas do front seria imediatamente interrompida.

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A retirada do material de guerra da região de Donetsk, reduto da rebelião pró-Rússia na Ucrânia, tinha como objetivo a criação de uma zona desmilitarizada. Essa foi uma das medidas acordadas em Minsk, em 12 de fevereiro.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta sexta-feira com autoridades da França, da Alemanha, da Itália e do Reino Unido para discutir sobre o papel da Rússia no conflito. Esta será a primeira sessão sobre a crise na Ucrânia depois do início do cessar-fogo, no dia 17 de fevereiro. Não estão descartadas novas sanções contra o governo russo, acusado de apoiar a rebelião no leste da Ucrânia.

Fornecimento de gás

Fora do front, Rússia e Ucrânia travam uma batalha por conta do fornecimento de gás. A estatal russa Gazprom não descarta cortar a distribuição antes mesmo da segunda-feira, quando deve ocorrer um encontro entre russos, ucranianos e a Comissão Europeia para discutir a questão.

A situação se agravou na semana passada, depois que Kiev cortou o abastecimento de zonas controladas pelos separatistas. Além de assumir o fornecimento direto aos rebeldes, a Rússia anunciou que cobrará este volume da companhia ucraniana Naftogaz, pois considera que ele faz parte de um contrato fechado entre as duas empresas em outubro. A ucraniana rechaça essa proposta, explicando que não tem como controlar nem o volume nem a utilização deste gás.

Kiev também descarta um novo pagamento. Mas a Gazprom já indicou que a soma já paga pelos ucranianos até agora não é suficiente para garantir a entrega para além deste fim de semana. Uma crise de fornecimento na Ucrânia pode afetar a União Europeia, já que 15% de toda sua importação de gás passa pelo país.

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