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Grécia/Austeridade

Eurogrupo e Grécia travam nova batalha sobre plano de reformas

O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis.
O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis. REUTERS/Yves Herman

A Grécia está novamente sob os holofotes da União Europeia. Na tarde desta segunda-feira (9), os ministros das Finanças da zona do euro começam a examinar detalhadamente as reformas propostas pelo governo grego para a economia do país. A Grécia precisa, e muito, da ajuda dos credores internacionais. Mas os europeus mantêm a pressão sobre Atenas e exigem reformas em troca do apoio financeiro.

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Diante do impasse, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, chega para a reunião do Eurogrupo com uma lista de sete propostas. Entre elas, a anistia para quem pagar as suas dívidas fiscais nos próximos meses e a legalização do jogo online, medida que poderia gerar uma receita de € 500 milhões (R$ 1,65 bilhão) por ano para os cofres gregos. O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras também propõe reativar um conselho fiscal "independente" para orientar a aplicação de medidas sociais para os menos favorecidos.

Eurogrupo fala em plano de reformas "incompleto"

O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, considerou nesta segunda-feira que o projeto de reformas grego está "incompleto" e "os gregos sabem disso". De acordo com Dijsselbloem, essas propostas são um primeiro passo, mas, por serem insuficientes, elas não serão aceitas, assim como 30% das mudanças que o governo grego quer efetuar nas cláusulas do programa de resgate.

Caso os parceiros europeus não aceitem as propostas gregas, Varoufakis acenou com uma ameaça. Ontem, em uma entrevista ao jornal italiano Corrierre della Sera, ele disse que o governo poderia, nesse caso, realizar novas eleições e convocar um referendo. Ele não disse, exatamente, qual seria o teor desse referendo, mas analistas especulam que poderia ser uma consulta popular para decidir sobre a permanência ou não da Grécia na zona do euro.

Segundo uma pesquisa publicada hoje pelo jornal grego Efimerida Ton Syntakton, 70% dos gregos querem um acordo entre o governo de Alexis Tsipras e Bruxelas para evitar a saída da Grécia da zona da moeda única.

Batalha difícil

A batalha promete ser difícil. Se não ficar convencido da seriedade do plano grego, o Eurogrupo já informou que não vai liberar a parcela mensal de ajuda para a Grécia. Sem esses recursos, o país fica em uma situação próxima da falência.

No final de fevereiro, os parceiros europeus concordaram em prolongar por quatro meses o programa de resgate grego, indicando, porém, que a próxima parcela de € 7 bilhões (R$ 23 bilhões) não seria creditada antes de abril.

 

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