Acesso ao principal conteúdo
Irlanda/Referendo

Irlanda festeja aprovação de casamento gay em referendo histórico

Partidários do "sim" no referendo da Irlanda sobre o casamento gay.
Partidários do "sim" no referendo da Irlanda sobre o casamento gay. REUTERS/Cathal McNaughton

A Irlanda legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo através de um referendo. Os resultados da votação, realizada na sexta-feira (22), saíram neste sábado (23) e apontam a vitória do “sim” com 62% dos votos. Mais de 60% dos eleitores se inscreveram para participar do referendo, a maior participação em uma consulta popular em mais de 20 anos. Os partidários do “não” já admitiram a derrota na votação.

Publicidade

Os primeiros resultados parciais, anunciados esta tarde pela imprensa irlandesa, apontavam a vitória do “sim” com 61% dos votos em mais da metade das zonas eleitorais. Com a confirmação da vitória, a Irlanda é o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay por referendo. Vinte e dois anos após a descriminalização da homossexualidade no país, os irlandeses abandonam as posições conservadoras defendidas pela influente Igreja Católica neste assunto.

“Este referendo é uma revolução cultural” na Irlanda, ressaltou o ministro da Saúde, Leo Varadkar. Ao antecipar no Twitter a vitória do “sim”, o ministro da Igualdade, Aodhan O Riordain, afirmou seu “orgulho de ser irlandês hoje”.

Nas ruas da capital Dublin, centenas de irlandeses, homens e mulheres de todas as idades, já comemoram o resultado. “É uma vitória imensa pela igualdade para todos e que fará história na Irlanda”, disse Noel Sutton, de 54 anos.

Referendo

Ontem, mais de 3,2 milhões de irlandeses foram às urnas para se pronunciar a favor ou contra o casamento “entre duas pessoas, sem distinção de sexo”. O referendo provocou intensos debates que refletiram as mudanças da sociedade irlandesa diante do conservadorismo da Igreja Católica.

O “sim” à legalização do casamento gay foi apoiado por todos os partidos políticos da Irlanda. Ele também recebeu o apoio de famosos, como a cantora Sined O’Connor ou o grupo U2.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.