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Revista de Imprensa

Governo francês quer cortar nos subsídios de desemprego

Áudio 03:40
Primeiras páginas dos jornais franceses 31 de outubro de 2019
Primeiras páginas dos jornais franceses 31 de outubro de 2019 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões da actualidade económico-social em França.Desemprego: endurecimento das regras de indemnização, titula, LE MONDE. Cerca de 850 mil pessoas feverão ser afectadas pela reforma do subsídio de desemprego que deve entrar em vigor no dia 1 de novembro. O montante mensal da indemnização deve sofrer uma baixa média de 22% e mesmo 50% nalguns casos passando de 905 euros para 708 euros.Para se ter direito ao subsídio de desemprego a pessoa terá de ter trabalhado 6 meses num período de referência de 24 meses e não 4 meses num espaço temporal de 28 meses. E os direitos a ter o subsídio só serão garantidos a partir das 910 horas um patamar 6 vezes superior que, actualmente, sublinha, LE MONDE.Desempregados, a punição financeira, titula, L'HUMANITÉ. Contra o parecer de todos os sindicatos a reforma mete a mão nos bolsos dos empregados. É uma bomba social para os mais precários. Parte das novas regras de indemnização suprimirão direitos de subsídio a mais de 1 milhão de desempregados, nota, L'HUMANITÉ. Peugeot e Fiat quer criar um gigante do automóvel, titula, LE FIGARO. Os dois grupos negoceiam a sua fusão para serem o quinto construtor mundial com 8,7 milhões de carros vendidos anualmente.Se a operação se concretizar o futuro grupo representará mais de 180 mil milhões de euros de volume de negócios e pesará 45 mil milhões de euros na Bolsa. A ambição é criar um dos líderes mundiais da mobilidade, nota, LE FIGARO.Mudando de assunto, LIBÉRATION, titula, Seine-Saint-Denis, o estado promete dias melhores. Acompanhado por vários membros do governo, o primeiro ministro deve anunciar em Bobigny uma série de medidas para aliviar os eleitos locais e desencravar um dos departamentos mais pobres de França.Uma das 20 principais medidas é um prémio de 100 mil euros para os agentes do estado que permanecerem no departamento 5 anos seguidos, nota, LIBÉRATION.No internacional, LA CROIX, titula, o sonho de um novo Líbano. Para lá das clivagens comunitárizas, os libaneses aspiram subsituir um sistema político antiquado. Após duas semanas de protestos devido a uma taxa criada sobre Whatsapp e Facebook, o movimento de contestação continua. Para os habitantes esta crise tem múltiplos factores e é bem mais profunda, nota, LA CROIX.Por seu lado, LE MONDE, destaca Síria, onde há uma morte lenta dos prisioneiros jiadistas. Centenas de jiadistas, feridos ou à agonia vivem em condições deploráveis numa zona onde o direito não existe.Enfim, sobre o continente africano, LA CROIX, destaca Moçambique, perguntando, um triunfo demais?, para se referir às últimas eleições. A Renamo esperava conquistar nas urnas três a 5 províncias nas regiões centrais que constituem o seu feudo histórico.Ora, o escrutínio de 15 de outubro foi um desastre para a antiga guerrilha. Não apenas o presidente cessante, Filipe Nyusi, foi reeleito por uma maioria esmagadora, como a Frelimo não deixou nada para o seu rival. A oposição denuncia uma grande fraude e a Renamo recusou reconhecer os resultados oficiais, acrescenta, LA CROIX.

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