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Imprensa Semanal

Eleições de Outubro em Moçambique reforçaram a posição de Filipe Nyusi

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Capas dos semanários de 02/11/2019
Capas dos semanários de 02/11/2019 RFI

Abrimos esta Imprensa Semanal com Moçambique que está omnipresente nas páginas de LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN.Que remodelação ministerial para Filipe Nyusi? Os resultados das eleições de 15 de outubro permitiram reforçar a posição de Filipe Nyusi, tanto no país como no seio da Frelimo, com 73,5% dos votos expressos. Ocasião para o presidente reorganizar  o seu governo. O ministro da Energia, Ernesto Max Elias Tonela, que soube acelerar a actividade do sector do gás deverá continuar em funções.O homem forte da equipa actual, o ministro do Ambiente, Celso Correia, deverá ser promovido a primeiro ministro, cargo ocupado até agora por Carlos Agostinho do Rosário. Antigo próximo do ex-Presidente Armando Guebuza, o fundador do Insitec, ganhou a amizade de Filipe Nyusi, de quem foi director de campanha em 2014 e 2019.O actual ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, poderá subir para a presidência da Assembleia para se preparar para substituir Filipe Nyusi em 2024. Mas está também na corrida José Pacheco, ministro dos Negócios estrangeiros, nota, LA LETTRE DE L'OCEAN, que destaca ainda Ossufo Momade, à beira do abismo, Renamo fissurada e destabilizada pelo presidente Nyusi.Por seu lado, o semanário JEUNE AFRIQUE, faz a sua capa com Ciber Jiad e Ciberintoxicação no mundo árabe. As revoluções de 2011 foram favorecidas pela emergência das redes sociais. 8 anos depois é a vez dos Estados tirarem proveito destas novas ferramentas de influência, muitas vezes para fins de propaganda.Na Tunísia, as últimas eleições presidenciais investiram muito nas redes sociais, com Facebook na primeira linha. A 16 de maio, Facebook anunciava a desactivação de 265 páginas e contas ligadas a uma empresa israelita por comportamento inapropriado essencialmente na África. A empresa Arquimedes Group, vangloriava-se no seu site, ser capaz de fornecer ferramentas para ganhar eleições em qualquer parte do mundo antes de ser fechada.Também o Marrocos não foi poupado por essas manipulações 2.0. A prisão da jornalista Hajar Raïssouni por aborto ilegal e relações sexuais extra-conjugais suscitou assim uma onda de indignação nas redes sociais, acrescenta a JEUNE AFRIQUE.Por sua vez, COURRIER INTERNATIONAL, faz um especial mentiras que nos governam e os fake news que envenenam a democracia. Como lutar contra a desinformação é debatida num forum mundial da democracia em Estrasburgo de 6 a 8 de novembro, onde se alinham temas como informação: democracia em perigo?, desmontar as fake news, combater as fake news ou médias ameaçam a democracia?Por seu lado, L'OBS, dedica a sua capa às despesas da República. Despesas de representação, recepções, viagens, o semanário passa a pente fio as vantagens pecuniárias dos eleitos. Já vai o tempo em que o presidente Mitterand apanhava avião para ir comer um bom queijo de cabra. Tradição monárquica fazia lei e até 2008 o orçamento da Presidência era segredo de Estado.Houve entretanto progressos nos dois últimos anos, graças ao trabalho da imprensa, mas subsistem ainda incongruências, como facturas de gravatas, limpeza de fatos na lavandaria, sem dizer, que os deputados acabam de votar um eumento das suas indemnizações de habitação que passam de 900 euros para 1200 euros. Uma decisão chocante para um grande número de jovens que não conseguem encontrar apartamentos em Paris, nota, L'OBS.Enfim, LE POINT, destaca a verdadeira vida dos espiões franceses com revelações num livro de referência, Jean Guisnel, História secreta da direcção geral da segurança exterior.É proíbido comunicar qualquer que seja a forma questões relacionadas com a actividade da segurança exterior é a sentença lapidar lançada à cara do novo agente ou dos titulares em funções.Jean Guisnel, cronista militar do semanário LE POINT, não é pois homem para divulgar aos quatro cantos do mundo as suas recietas e os detalhes da sua agenda de contacto.Não ficaremos pois a saber grande coisa dos segredos de fabrico do livro de 400 páginas nem como é que o jornalista Guisnel conseguiu convencer antigos espiões e mesmo agentes em funções a dar-lhe informações sobre a agência mais célebre dos serviços serviços secretos franceses, sublinha, LE POINT.

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