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França

Promoção do novo filme de Polanski cancelada em França

Cinema Le Champo em Paris
Cinema Le Champo em Paris Le Champo

Cerca de 40 activistas bloquearam esta terça-feira, 12 de Novembro, a entrada do cinema Le Champo na antestreia em Paris do filme J'accuse, de Roman Polanski.

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Depois das acusações da fotógrafa Valentine Monnier contra Roman Polanski, que a terá violado numa estância de esqui suíça há 44 anos, a campanha de divulgação do mais recente filme do cineasta, J’accuse, está praticamente parada.

Levantou-se uma onda de contestação para denunciar a cumplicidade das salas de cinema francesas com Roman Polanski. Os activistas lembraram as acusações de violação contra o cineasta franco-polaco, a última das quais relatada recentemente pela fotógrafa Valentine Monnier, que denuncia ter sido espancada e violada em 1975 pelo realizador, quando tinha 18 anos e estava numa estância de esqui na Suíça com um amigo. O realizador refutou essa acusação, através dos seus advogados

Actores do filme cancelarem a sua presença em entrevistas

O actor Jean Dujardin, que interpreta no filme o oficial que denunciou a falsificação do documento usado para incriminar o capitão Alfred Dreyfus, anulou a entrevista que deveria ter sido transmitida no domingo pelo canal televisivo TF1. Também o canal público France 5 cancelou a difusão, agendada para esta segunda-feira, de uma conversa previamente gravada com Louis Garrel, o actor que encarna o próprio Dreyfus.

No mesmo dia, Louis Garrel deveria ter participado no programa Popopop, na rádio pública France Inter, mas a própria rádio, explicou a sua directora, Laurence Bloch, decidiu não difundir a conversa com o actor por esta ter sido gravada antes das revelações do jornal Le Parisien. “A questão desta nova acusação não foi colocada”, justificou Laurence Bloch, que no entanto esclareceu que a France Inter, parceira mediática da produção do filme, vai continuar a promovê-lo, já que “os ouvintes são adultos e farão aquilo que a consciência lhes ditar”.

A actriz Emmanuelle Seigner cancelou igualmente a sua presença no programa Boomerang, difundido esta terça-feira. Emmanuelle Seigner foi escolhida por Polanski para interpretar a amante de Picquard, Pauline Monnier.

"Estamos a falar de uma temática bastante antiga pelo menos em relação ao Polanski. É um caso grave porque ele tinha 43 e a menina tinha 13 anos. É um caso chocante. Neste momento o Polanski ainda é considerado como alguém ainda a ter que ser julgado porque ele não pode entrar nos Estados Unidos. Aliás, ele não pode entrar em quase país nenhum por causa da Interpol, só pode estar em França, na Polónia e na Suíça. Com a libertação da palavra das mulheres estes casos já não passam de todo e já não é possível admitir que o Polanski continue impune sem responder dos seus actos", aponta Luísa Semedo, doutorada em Filosofia Política e Ética, descrevendo a primeira acusação a Polanski.

Sociedade de Autores, Realizadores e Produtores franceses promete tomar medidas

Na sequência das acusações da actriz francesa Adèle Haenel ao cineasta Christophe Ruggia, que sofreu assédio sexual quando tinha entre os 12 e os 15 anos, a Sociedade de Autores Realizadores e Produtores anunciou esta terça-feira que vai propor no próximo conselho de administração a exclusão de qualquer membro indiciado pelo tribunal por assédio sexual.

No caso de acusações ainda não julgadas em tribunal, a associação vai propor a suspensão dos membros, como poderá ser o caso de Roman Polanski.

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