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França

Coletes Amarelos vão comemorar aniversário nas ruas

Manifestante com coração onde se lê: "MAcron, detesto-o com todo o meu coração". 28 de Setembro de 2019. Paris.
Manifestante com coração onde se lê: "MAcron, detesto-o com todo o meu coração". 28 de Setembro de 2019. Paris. Zakaria ABDELKAFI / AFP

As autoridades francesas esperam vários milhares de pessoas em Paris, este sábado, dia em que os “coletes amarelos” convocaram nova manifestação para comemorar o primeiro aniversário do movimento.

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Os protestos começaram já esta sexta-feira, com uma centena de “coletes amarelos” a barrarem uma empresa de químicos em Montoir-de-Bretagne, no noroeste do país, mas acabaram por ser forçados a desmobilizar.

No Facebook, há mais de 200 acções marcadas para todo o fim-de-semana, com distribuição de panfletos, manifestações, ocupação de rotundas e marchas. A mais popular na rede social é uma concentração nos Campos Elísios, este sábado, ainda que a avenida esteja cortada, como acontece depois das manifestações de 16 de março terem degenerado em cenas de guerrilha urbana em Paris.

Uma das figuras do movimento, Éric Drouet, apelou num vídeo para que seja feita uma marcha lenta de camiões a partir das 10 da manhã, também de sábado.

Uma fonte policial ouvida pela Agência France Presse adiantou que se esperam “vários milhares de pessoas” em Paris, incluindo “200 a 300” extremistas.

A 17 de Novembro de 2018, no primeiro sábado das manifestações, a polícia registou a participação de 282.000 pessoas, mas o movimento foi rapidamente manchado pelas cenas de violência urbana em Paris e pelas violências policiais.

Os coletes amarelos surgiram da revolta face ao aumento dos combustíveis e do nível de vida em geral e foram alargando as reivindicações, como a demissão do presidente francês e mais democracia direta.

Hoje, o ministro da Economia, Bruno Le Maire, disse que o governo tem “uma vontade radical de responder ao grito de sofrimento entoado por milhões de pessoas em França” e admitiu que os coletes amarelos “abriram os olhos” do executivo para a realidade de milhões de trabalhadores que “não podem ir de férias ou ir ao restaurante”.

A declaração surge no dia em que uma sondagem revela que 64% dos franceses têm uma má opinião do presidente Emmanuel Macron e 58% do primeiro-ministro Edouard Philippe.

 

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