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FRANÇA

França combate violência contra mulheres

Primeiro-ministro francês Edouard Philippe e a secretária de Estado Marlene Schiappa em Paris a 25 de Novembro de 2019.
Primeiro-ministro francês Edouard Philippe e a secretária de Estado Marlene Schiappa em Paris a 25 de Novembro de 2019. Stephane De Sakutin/Pool via REUTERS

Em França o primeiro-ministro Edouard Philippe anunciou hoje uma série de medidas visando combater a violência contra as mulheres. Um plano orçado em 360 milhões de euros incluindo um vasto rol de medidas jurídicas no que é suposto ser um "choque" visando por cobro ao flagelo.

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Desde Janeiro que em França 138 mulheres acabaram por morrer nas mãos de cônjuges ou antigos cônjuges.

De acordo com o Observatório nacional das violências feitas às mulheres pelo menos 220 000 senhoras foram vítimas de violência conjugal anualmente no seio do casal.

No ano passado 121 mulheres morreram e 28 homens, de acordo com dados oficiais.

O primeiro-ministro admitiu uma resposta deficiente até ao momento para fazer face ao problema e, por conseguinte, anunciou uma série de medidas que passam, nomeadamente, por um arsenal jurídico.

Vai-se também permitir uma revisão do segredo médico por forma que os profissionais de saúde possam alertar as autoridades em caso de "urgência absoluta".

Desde 3 de Setembro que decorria em França um Debate nacional sobre as violências feitas contra as mulheres, o evento que acaba de encerrar coincidiu com estes anúncios do governo.

O reforço da linha telefónica de emergência 3919 foi uma das medidas preconizadas, bem como a pulseira que mantém à distância cônjuges violentos, ou ainda a criação de lugares de alojamento de emergência para as vítimas ou a generalização da apresentação de queixas no hospital.

Em cada província francesa serão criados dois centros para acolher homens autores de violências conjugais.

Eis um excerto do resumo das medidas anunciada na voz do primeiro-ministro francês Edouard Philippe.

"Vamos propor aos professores uma formação que será doravante obrigatória, durante os respectivos estudos, e também de forma contínua, sobre a igualdade entre raparigas e rapazes.

A ideia é erradicar do nosso inconsciente tudo o que possa alimentar o vulgar machismo , tanto na França metropolitana como no ultramar onde, como é sabido, as violências conjugais são avassaladoras e aí também se reproduzem de geração em geração.

 A exigência número um é sermos reactivos:  desde as primeiras violências, inclusive psicológicas cada minuto é importante.

 Graças ao envolvimento da Federação nacional solidariedade mulheres será doravante possível ligar para o número 3919 24 horas por dia, sete dias por semana para tomar as decisões correctas no momento certo."

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