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França

Mais de 500 migrantes desalojados no norte de Paris

Campo de migrantes em Porte d'Aubervilliers, em Paris,  16 de Maio (ilustração).
Campo de migrantes em Porte d'Aubervilliers, em Paris, 16 de Maio (ilustração). CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

Mais de 500 migrantes foram, esta quinta-feira, evacuados de um campo de migrantes no nordeste parisiense e reconduzidos para centros de acolhimento ou albergues numa operação de "resgate e protecção", segundo a terminologia usada pela Câmara Municipal de Paris.

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Mais de 500 migrantes foram transferidos para albergues temporárias esta quinta-feira, depois de a polícia francesa ter desmantelado um campo de migrantes em Paris.

Esta operação, a sexagésima na capital francesa desde o início da crise migratória em 2015, terá sido realizada sem incidentes e sob supervisão policial, três semanas depois da evacuação de uma parte destes campos de migrantes alojados em Porte de la Chapelle, com 1600 migrantes .

"Mais de 500 pessoas, entre os quais 216 em situação delicada, entre as quais crianças ou mulheres , foram levadas para abrigos para examinar a situação", explicou um coordenador da operação à agência francesa France-Presse.

As autoridades francesas prometeram concluir, nas próximas semanas, o desmantelamento dos acampamentos insalubres no nordeste de Paris para evitar qualquer reintegração de migrantes nas ruas.

Para as associações, que acompanham a evacuação completa, realizada em duas etapas, levantam problemas.

"Durante vários dias, vimos migrantes a voltarem para as ruas, cujos poucos bens foram destruídos e que encontraram refúgio em tendas junto à circular externa de Paris", denunciaram 23 associações que defendem os migrantes, entre os quais Médicos do Mundo.

As Organizações não governamentais também denunciaram o "assédio da polícia" e o "ciclo infernal das evacuações e reaparecimento de campos"

A maioria dos migrantes fogem da guerra e da miséria no continente africano ou do Médio Oriente à procura de segurança na Europa. Muitos migrantes não têm documentos, outros são refugiados ou aguardam uma resposta a pedidos de asilo.

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