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França

Franceses no Mali: Lecointre desmente reivindicação do EI

François Lecointre, chefe de Estado Maior das Forças Armadas francesas, em entrevista exclusiva à RFI.
François Lecointre, chefe de Estado Maior das Forças Armadas francesas, em entrevista exclusiva à RFI. RFI/G.NG

O que é que aconteceu esta segunda-feira à noite no Mali numa região de fronteira entre o Centro-Sudoeste do Mali, do Sudoeste do Niger e o Leste do Níger, identificada como Liptako-Goma? Segundo as forças armadas francesas, treze militares franceses morreram numa colisão acidental entre dois helicópteros no Mali.

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As vítimas do acidente integravam a operação Barkhane, que tem no país africano 4500 militares franceses para o combate ao terrorismo islâmico na região do Sahel.

O chefe de Estado Maior das Forças Armadas francesas, François Lecointre, em entrevista exclusiva à RFI, fala desta que representa a maior perda de tropas francesas em combate na região desde que a intervenção militar começou em 2013.

O general François Lecointre desmente firmemente as afirmações do grupo auto-proclamado Estado Islâmico do Grande Sara: "o choque entre helicópteros militares franceses não foi provocado por tiros dos jihadistas".

"É absolutamente falso. O que é verdade - e já o afirmámos - segunda as informações que temos, e não me adiantarei além disto: houve um choque entre os dois helicópteros militares franceses, durante uma operação de risco e complexa que precisa de concentração, medidas de risco e uma estreita coordenação. Essa coordenação, tornou-se complexa num contexto de combate, e que faz parte do combate, acabou por provocar o acidente”, explicou.

François Lecointre lembrou que a investigação ainda não terminou e "a análise das caixas-negras dos aparelhos vão esclarecer, em detalhes, as razões do choque entre os helicópteros". “Devemos a verdade às famílias dos nossos companheiros”, acrescentou.

França mantém-se no Mali

O general francês afirmou que a França não tem a intenções de se retirar do Mali. "A presença francesa é fundamental, mas o país precisa do apoio de outros parceiros, principalmente europeus". François Lecointre lembrou que as vitórias das forças armadas francesas nas cidades de Bamako, Gao e Tombouctou resultaram no fim do controlo dos jihadistas.

François Lecointre reagiu quanto ao sentimento "anti-francês" que se tem levantado no Sahel. "Já não suporto estes rumores, as forças francesas estão no Mali para restabelecer e estabilizar. Imaginar que estamos lá à procura de riqueza é um insulto", disse.

Estados sul do Sara tentam estabilizar situação

A comunidade internacional, designadamente a França e Alemanha, precisam de garantir a estabilização da região do Sahel como prioridade absoluta.

Vários apelos são lançados para estabilizar a região - através da ONU, da União Europeia e da força de intervenção do G5 Sahel.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, prevê rever as "modalidades de intervenção" da França no Sahel e pediu aos aliados "um maior envolvimento contra " terrorismo na região".

Região de Liptako-Goma no centro dos esforços da operação Barkhane

A região de Liptako-Goma foi a 11 de Novembro palco de um atentado reinvindicado pela organização auto-proclamada do Estado Islâmico do Grande Sara.

Um ataque contra a base militar no qual morreram 49 soldados malianos. Tanto o exército do Mali como os aliados franceses e a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Mali (Minusma) têm sido ultrapassados na capacidade de estabilizar a região, onde estão activos grupos ligados ao Daesh e à Al-Qaeda.

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