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Reino Unido

Reino Unido perante “suspense total”

Primeiro-ministro britânico Boris Johnson. 9 de Setembro de 2019.
Primeiro-ministro britânico Boris Johnson. 9 de Setembro de 2019. REUTERS/Phil Noble

O Reino Unido vai de novo a votos esta quinta-feira, numas eleições que vão determinar o futuro do país e da União Europeia perante o impasse no Parlamento sobre o Brexit. Um dia crucial para Ana Telma Rocha que fala em “suspense total” e que espera que a população se desloque em massa às urnas já que ela não pode votar por ser portuguesa.

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Ana Telma Rocha sente que está "a ver os navios a passar” e espera que “não haja naufrágios”. A portuguesa que vive há 20 anos em Londres está de mãos atadas porque não pode votar num escrutínio que diz ser crucial e que antevê com “suspense total”.

Estou a ver os navios. Fiquei a ver os navios a passar e espero que não haja naufrágios. Estou a ver os navios. Sou observadora. É um sentimento terrível porque tem implicações muito graves em relação à minha vida no Reino Unido”, conta a portuguesa.

Ana Telma Rocha pensa mesmo deixar o Reino Unido se Boris Johnson for reconduzido como primeiro-ministro, mas acredita que “este ‘vai e vem’ do Brexit acabou por mobilizar a população toda para estar envolvida na política, em ter opiniões políticas” e que vai haver uma mobilização massiva também nas urnas.

Acho que toda a gente vai votar. Acho que vai ser um recorde de votos. Acho que as pessoas se vão levantar e vão votar porque já estão fartas de ver uma situação que é tão sôfrega e tão claustrofóbica que já ninguém aguenta. Acho que as pessoas se vão levantar do sofá e vão votar para ver o final desta tragicomédia que nunca mais acaba”, afirma.

Perante o receio dos resultados de amanhã, esta fundadora de uma companhia de teatro em Londres e técnica de saúde para pessoas com deficiência motora prefere encarar as próximas horas com alguma esperança face ao cenário actual sombrio que traça do país.

Estamos todos à espera de amanhã. Amanhã vai ser um novo dia e nunca mais se vai ouvir falar do Brexit. É assim que eu quero pensar hoje. Eu quero pensar que vou acordar e o Brexit vai ser um pesadelo que eu tive e que nunca existiu. O que está a acontecer em Inglaterra é um colapso económico e todas as pessoas dentro da ilha – os que são daqui, os que nasceram aqui, os que não nasceram aqui – somos todos espectadores desta tragédia”, descreve.

O partido conservador, do primeiro-ministro Boris Johnson, continua à frente dos trabalhistas, de acordo com as sondagens, mas terá muita dificuldade em alcançar a maioria absoluta. Se tiver uma vitória clara, Boris Johnson promete realizar o Brexit a 31 de Janeiro de 2020. Pelo contrário, o Labour de Jeremy Corbyn defende a realização de um novo referendo sobre a saída da União Europeia.

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