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#coronavírus

França: Direcção-Geral da Saúde recomenda uso de “máscaras alternativas”

Mercearia em Montpellier, França. 25 de Março de 2020.
Mercearia em Montpellier, França. 25 de Março de 2020. AFP - PASCAL GUYOT

Em França, a Direcção-Geral da Saúde recomendou o uso de "máscaras alternativas” pela população. Uma mudança de estratégia, na senda das recomendações da Organização Mundial de Saúde, que considerou, na sexta-feira, que o uso de protecções de rosto pode ajudar na luta contra o novo coronavírus.

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Foi na sexta-feira que a Organização Mundial de Saúde admitiu, pela primeira vez, que o uso de máscaras por parte da população “para cobrir a boca e o nariz e impedir que a tosse ou os espirros atinjam o ambiente e as outras pessoas não é uma má ideia". Máscaras caseiras ou de tecido podem até ajudar no combate à pandemia, de acordo com a OMS.

Até aqui, a organização defendia que as máscaras deveriam ser reservadas ao pessoal de saúde e que só as pessoas infectadas deveriam usá-las para não contagiarem outras.

Horas depois, a Academia Francesa de Medicina informou que “o uso generalizado de máscaras pela população é mais uma medida a juntar às que já estão em vigor” e recomendou que o uso de máscaras alternativas seja obrigatório para todas as saídas durante o confinamento.

Ainda na sexta-feira, o Director-Geral da Saúde em França, Jérôme Salomon, declarou que se a população quiser “é encorajada a usar máscaras alternativas” às máscaras profissionais de alta protecção - as FFP2 e FFP3 - que continuam reservadas ao pessoal hospitalar e cuja falta generalizada continua a criar polémica e a deixar o meio hospitalar perplexo e desprotegido.

O governo francês faz, assim, marcha atrás no que toca ao uso das máscaras, ainda que, por enquanto, o uso de protecções no rosto não seja obrigatório. Fonte da chefia do governo, citada hoje pela agência France Presse, declarou que “todos os dias se aprende algo sobre este novo vírus” e que “tanto a OMS como outros países, como os Estados Unidos, passaram a recomendar desde sexta-feira à população para tapar o rosto a cada saída”.

Ainda assim, a mesma fonte salienta que “o uso de uma máscara alternativa” não deve “gerar uma sensação falsa de segurança” porque “não substitui de forma alguma as medidas de distanciamento social, de confinamento e de respeito pelos gestos de protecção individual”.

Entretanto, também em Itália, na região da Lombardia, a mais enlutada pelo novo coronavírus, os residentes devem, desde este domingo, sair de casa com o nariz e a boca tapados.

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