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Brasil/França

França vai enviar ministro da Defesa para a posse de Dilma

O atual ministro francês da defesa e ex primeiro-ministro Alain Juppé, em visita ao Afeganistão
O atual ministro francês da defesa e ex primeiro-ministro Alain Juppé, em visita ao Afeganistão AFP PHOTO / Joel Saget

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a primeira-dama Carla Bruni Sarkozy não assistirão à posse da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff. A cerimônia acontece no dia 1° de janeiro, às 14h30. Pelo menos 12 chefes de Estado já confirmaram presença, além de representantes de 34 delegações.

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy, enviará o ministro da Defesa Alain Juppé para participar da cerimônia de posse de Dilma. Para Stéphane Monclaire, cientista político da Universidade Sorbonne, a ausência de Sarkozy  "pode indicar que o Brasil não vai comprar o Rafale". O avião de caça francês está na disputa para renovar a frota aérea da FAB (Força Aérea Brasileira). A decisão deveria ter sido tomada ainda no governo Lula, mas acabou sendo protelada e só será anunciada por Dilma, com o aval do ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim.  Também concorrem à licitação o Gripen, da sueca Saab, e o F-18, da americana Boeing.

Apenas dois chefes de governo europeus vão participar da festa da posse: o búlgaro Boiko Borissov e o português José Sócrates. A eleição de Dilma, de origem búlgara, causou uma grande emoção no país. E Portugal, por evidentes razões históricas, enviou seu premiê. Para Gaspar Estrada, cientista político do Observatório Político da América Latina, a participação do ministro francês é bastante significativa. "Na hierarquia do governo francês, o ministro da Defesa é o segundo posto mais importante. Não considero que haja um desinteresse dos europeus, mas é claro que, numa data como essa, é muito difícil que muitos chefes de Estado se desloquem até Brasília", diz. 

Em 2006, na posse de Lula, o primeiro-ministro e chanceler italiano Massimo D'Alema foi a única autoridade estrangeira presente. Amigo de Lula, ele viajou ao Brasil em caráter não-oficial. Na época, o presidente brasileiro preferiu não convidar presidentes, reis e premiês, justamente para evitar uma festa marcada pela ausência de grandes líderes por conta da data da cerimônia, 1° de janeiro.

Um dos destaques da posse de Dilma será a participação da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, uma prova da reaproximação do país com os americanos e do fortalecimento das relações bilaterais. "A participação de Hillary reflete o novo peso do Brasil nas relações internacionais", diz Estrada. "A comparação com a posse de Lula, em 2006, mostra que o peso do Brasil está crescendo." Para muitos especialistas, o governo de Dilma também será marcado por uma nova estratégia em relação aos Estados Unidos.

Além de Hillary Clinton, o príncipe de Astúrias, Felipe de Borbón, e o premiê da Coreia do Sul, Kim Kwang-Sik, confirmaram presença. A presidente argentina, Cristina Kirchner, será a única chefe de Estado do Mercosul que não estará presente e será representada pelo seu ministro das Relações Exteriores, Héctor Timermann. Delegações da Argélia, Catar, Gabão, Haiti, Holanda, Japão, Jamaica, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Sri Lanka e Zimbábue também são esperadas.

Com a colaboração de Solange Kurpiel

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