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França/Educação

Greve de professores na França é a maior dos últimos anos

Professores da rede pública e privada realizam manifestação durante greve nacional da categoria na França.
Professores da rede pública e privada realizam manifestação durante greve nacional da categoria na França. REUTERS/Eric Gaillard

Para protestar contra os cerca de 80 mil cortes de vagas dos últimos anos, os professores foram às ruas nesta terça-feira, em uma das maiores mobilizações dos últimos anos no país. Pela primeira vez, funcionários do setor público e privado participaram juntos do protesto. A taxa de adesão à greve foi de 50% , segundo os sindicatos.

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Cinco sindicatos privados se uniram aos professores das escolas públicas para protestar contra os cortes de 9 mil vagas no setor, que atingem principalmente a escola primária no início do ano letivo, que começa em setembro na França. Apesar do aumento do número de alunos, o projeto orçamentário de 2012 ainda prevê a extinção de mais 14 mil empregos. O governo estipulou que um em cada dois funcionários não seja substituído depois da aposentadoria. As medidas de contenção de gastos também afetam os professores de Educação Física, Línguas Estrangeiras, substitutos, auxiliares administrativos, inspetores, médicos e enfermeiros.

Segundo os sindicatos franceses, cerca de 54% dos professores da escola primária e 50% do ensino médio aderiram ao movimento, 29% e 22,3% segundo o Ministério da Educação. O ministro francês da Educação, Luc Chatel, defende que o importante é "a formação do profissional de ensino e não a quantidade."Ao todo, o setor da educação perdeu 80 mil empregos desde a chegada do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao poder. Sarkozy criticou a paralisação, dizendo que, "ao contrário das outras profissões, os funcionários têm a estabilidade que os protegem." 

Segundo o pré-candidato do PS à presidência francesa, François Hollande, um dos favoritos às presidenciais de 2012, "o movimento mostra o descontentamento em relação à política que o governo impõe há cinco anos, para aqueles que trabalham." O Ministério da Edução na França conta atualmente com 850 mil professores.
 

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