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Eleição presidencial 2012/França

Socialistas realizam segundo debate antes de primárias presidenciais

Os seis candidatos à candidatura socialista no segundo debate televisivo, nesta quarta-feira, dia 28/09/2011.
Os seis candidatos à candidatura socialista no segundo debate televisivo, nesta quarta-feira, dia 28/09/2011. Reuters

Os seis candidatos à nomeação do Partido Socialista francês para disputar as eleições presidenciais do ano que vem se enfrentaram no segundo debate televisivo. O primeiro encontro foi há 15 dias. A crise econômica, segurança e o emprego para os jovens estavam entre os principais pontos debatidos.

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O debate foi marcado por um clima mais descontraído que o do primeiro debate. Segundo analistas, a recente e histórica conquista da maioria no Senado francês pela esquerda foi um elemento que alavancou o ânimo dos candidatos. A vitória serviu para amenizar ainda o desânimo provocado pelo escândalo sexual envolvendo o socialista Dominique Strauss-Kahn, ex-chefe do FMI, que era um grande favorito para inclusive vencer as eleições de 2012.

Em duas horas e meia de debate, os cinco socialistas e um radical de esquerda se mantiveram consensuais, com perguntas ocasionais uns aos outros, mas sem ataques frontais.

Para François Hollande, a primeira medida ser tomada, caso ele seja o sucessor de Nicolas Sarkozy no Palácio do Eliseu, será o restabelecimento da confiança, a fim de combater a dívida pública histórica do país. Um chamado “contrato de gerações” para facilitar o emprego de jovens será adotado, assim como um grande plano para a educação.

Hollande na frente, segundo pesquisa

Uma pesquisa de opinião publicada nesta quarta-feira, indica que Hollande tem 44 % das intenções de voto nas primárias do Partido Socialista. Em segundo lugar, aparece a secretária-geral do PS, Martine Aubry, com 27%. Depois, é a vez de Ségolène Royal, com 13%, ex-mulher de Hollande e candidata derrotada no segundo turno do pleito presidencial de 2007, que elegeu Nicolas Sarkozy.

Martine Aubry falou que pretende reduzir em 30% os gastos do presidente e do primeiro-ministro, além de economizar dez bilhões de euros com o fim de certas vantagens fiscais. Ela também defendeu uma “Europa que protege”, ou seja, que impõe impostos a países que não respeitem um mínimo de regras sociais e ambientalistas.

Já Ségolène Royal promete colocar, em primeiro lugar, ordem em todo o país, em todos os níveis, a começar do topo. “Minha primeira decisão será a respeito da reforma bancária, para que os bancos obedeçam, ao invés de comandar”, declarou. Seu primeiro-ministro, acrescentou, “formará um governo paritário entre homens e mulheres”. Ségolène também prometeu congelar o preço da gasolina e de 50 produtos de primeira necessidade.

O deputado Arnaud Montebourg, que vem crescendo nas pesquisas de opinião, disse que colocará em votação, se eleito, uma lei urgente sobre a tutela dos bancos. Ele disse ainda que vai acabar com os paraísos fiscais e que a evasão fiscal será duramente punida.

O candidato Manuel Valls anunciou que vai nomear um primeiro-ministro de verdade, que será tratado com respeito – uma crítica velada ao estilo presidencial de Sarkozy. O presidente do Partido Radical de Direita, Jean-Michel Baylet, falou em duas prioridades: reanimar a Europa e unir a França. Uma primeira iniciativa será a de encontrar os dirigentes da zona do euro, pois, segundo Baylet, “não é a nível nacional que vamos vencer a crise”.
 

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