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França/Eleições Presidenciais

Em primeiro grande comício, Hollande promete mudar destino da França

François Hollande em seu primeiro comício presidencial, neste domingo, 22/01/12.
François Hollande em seu primeiro comício presidencial, neste domingo, 22/01/12. Reuters/Gonzalo Fuentes

A três meses exatos do primeiro turno das eleições presidenciais da França, o socialista François Hollande, 57 anos, fez um enérgico discurso de 90 minutos diante de 25 mil pessoas em Le Bourget, ao norte de Paris. Ele se colocou como herdeiro e defensor dos valores da esquerda para “mudar o destino” da França.

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“Tenho consciência da minha tarefa: representar a mudança, fazer a esquerda ganhar e trazer de volta a confiança à França”, declarou o candidato socialista em seu primeiro grande discurso de campanha. Hollande também ressaltou os valores da república francesa laica, dizendo que “presidir a república é estar visceralmente ligado à laicidade”.

“Meu adversário verdadeiro é a economia”, declarou Hollande, ao defender a criação de um imposto sobre as transações financeiras e de uma agência pública de notação. O candidato socialista prometeu, caso eleito, levar a votação uma lei separando as atividades de depósito e de investimentos dos bancos.

Hollande se engajou ainda a adotar medidas em favor da habitação, como a cessão de terrenos do Estado para a construção de moradias. Ele também se declarou a favor de triplicar as multas contra municipalidades que não respeitem a cota de alojamentos sociais.

Constantemente ovacionado, Hollande contou com a presença de todo o alto escalão socialista na primeira fila, incluindo quatro antigos primeiros-ministros, a candidata derrotada de 2007 Segolène Royal e Martine Aubry, primeira secretária do Partido Socialista francês. Também presentes estavam Valérie Trierweiler, companheira de Hollande, e Mazarine Pingeot, filha do ex premiê François Mitterrand.

Hollande vai apresentar o programa de sua candidatura na próxima quinta-feira.

Paralelamente, em viagem oficial à Guiana Francesa, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reafirmou sua oposição ao voto de estrangeiros de fora da União Europeia em eleições locais – proposta radicalmente oposta à defendida por Hollande em Le Bourget.
 

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