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França/ eleições

Candidato socialista promete mais rigor contra a corrupção

François Hollande, candidato do Partido Socialista às eleições presidenciais francesas, durante discurso em Paris nesta quinta-feira.
François Hollande, candidato do Partido Socialista às eleições presidenciais francesas, durante discurso em Paris nesta quinta-feira. REUTERS/Charles Platiau

O candidato socialista às eleições presidenciais francesas, François Hollande, prometeu mais rigor com a corrupção no país. Em discurso realizado nesta manhã para apresentar o seu programa de governo, caso seja eleito em maio, Hollande disse que os políticos corruptos não poderão se candidatar a novos cargos antes de 10 anos.

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“Todo o político que for condenado a uma pena de ilegibilidade, mesmo que por alguns meses, não vai poder se candidatar a um mandato público antes de 10 anos”, afirmou o candidato, que incluiu a medida em um capítulo de seu programa chamado “uma Republica exemplar”.

O déficit zero até 2017 é o marco das propostas do candidato, que lidera as pesquisas para sucessão do atual presidente, Nicolas Sarkozy. Para chegar a esse objetivo, François Hollande propõe uma série de reformas fiscais e estruturais na economia francesa, a começar pelo aumento de impostos sobre os ricos. O projeto é elevar os tributos pagos sobre os que ganham mais de 150 mil euros por ano de 41% para 45%, se o candidato vencer as eleições que começam em abril. Hollande quer provar que as mudanças começam de cima e deseja reduzir em 30% os salários do presidente e dos ministros franceses.

“Eu só prometo o que sou capaz de cumprir, nada mais. Tudo o que está sendo dito será feito”, disse. “E tudo que precisa ser feito, será feito rápido.”

Para relançar a produção e o crescimento, o socialista pretende criar um banco público de investimentos, que vai ocupar papel-chave no desenvolvimento do país. No combate ao desemprego, Hollande quer focar as atenções na abertura de postos de trabalho para os jovens e enquadrar as empresas que abusam de empregos temporários.

As 60 propostas do candidato também tocam áreas polêmicas, como o projeto de autorizar o casamento e a adoção de filhos pelos homossexuais e a retirada imediata dos soldados franceses do Afeganistão. No plano internacional, programa defende ainda a reforma do Conselho de Segurança da ONU e o ingresso dos países emergentes para torná-lo mais democrático.

Reações de adversários

A porta-voz do governo Sarkozy, Valérie Pecresse, reagiu hoje aos anúncios de Hollande afirmando que o programa “coloca o modelo social e a credibilidade da França em perigo”. “É um projeto que ameaça os franceses”, declarou Pecresse. Ela condenou o fato de que “não há a palavra ‘redução de despesas’ no projeto socialista”.

A candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, criticou a falta de propostas para “romper com o modelo ultraliberal”, que segundo ela está em vigor no país. Já o candidato centrista, François Bayrou, criticou a falta de detalhes das propostas. “Não voltaremos ao equilíbrio fiscal com este programa. Não tem uma única medida de economia”, disse.

 

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